Até agora, aproximadamente 15 milhões de americanos contraíram gripe nesta temporada de 2025-26, resultando em 7.400 mortes, incluindo 17 crianças. Este cenário a torna uma das temporadas de gripe mais severas dos últimos anos.

    Os especialistas estavam esperando uma temporada mais tranquila após a pior sazonalidade em quase duas décadas no ano passado. No entanto, a situação se agravou. A temporada de gripe começou duas semanas mais cedo e os casos estão aumentando rapidamente em quase todo o país. A previsão é que ainda estamos longe do pico dessa doença.

    A quantidade de hospitalizações relacionadas à gripe também cresce. Já são cerca de 180 mil pessoas internadas, e o pior parece estar por vir. Para efeito de comparação, na temporada anterior houve entre 610 mil e 1,3 milhão de hospitalizações ligadas à gripe.

    Nos hospitais, há um número elevado de internações por gripe, que é dez vezes maior do que as de COVID-19 e do vírus sincicial respiratório (VSR).

    Os especialistas acreditam que o número de casos de gripe deve aumentar ainda mais em janeiro, quando as pessoas voltam das festas e do convívio próximo, facilitando a transmissão do vírus.

    Um dos principais responsáveis pela gravidade desta temporada é uma variante do vírus da gripe A, conhecida como subclade K. Essa cepa é responsável por 90% dos casos de gripe neste ano. Apesar do que foi noticiado, essa variante não é considerada uma “supergripe”. Embora não haja evidências de que ela cause doença mais severa, suas mutações estão fazendo com que a vacina anual seja menos eficaz, uma vez que elas permitem que o vírus evite parte da imunidade já desenvolvida pela população.

    A eficácia da vacina contra essa variante está entre 30% e 40%, inferior ao ideal de 60% a 65%. Porém, mesmo que a vacina não previna completamente a gripe, ela pode reduzir a gravidade da doença, manter as pessoas fora do hospital e diminuir a duração dos sintomas.

    A taxa de vacinação infantil na atual temporada é de quase 43%, similar ao ano anterior. Contudo, têm sido observadas quedas nas taxas de vacinação nos últimos anos. A imunização é maior entre crianças menores, enquanto adolescentes apresentam taxas mais baixas. Entre os adultos, observou-se um leve aumento na vacinação, porém permanece em torno de 43%.

    Ainda há tempo para se vacinar, já que a temporada de gripe não acabou. Especialistas recomendam que as pessoas se vacinem, principalmente aquelas com sistema imunológico comprometido ou doenças crônicas. A imunidade leva de 10 dias a duas semanas para se desenvolver após a vacinação.

    Os sintomas da gripe incluem febre, calafrios, dores no corpo e extrema fadiga. Algumas pessoas podem ainda desenvolver sintomas gastrointestinais, especialmente crianças. Em casos mais graves, a gripe pode levar a complicações como pneumonia bacteriana.

    A realização de testes para identificar a gripe é importante, pois pode possibilitar o uso de tratamentos antivirais que são mais eficazes quando iniciados nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas.

    Medicamentos antivirais, como Tamiflu, podem reduzir a duração da doença e a possibilidade de transmissão. Novas alternativas, como o Xofluza, são mais eficazes contra algumas cepas resistentes ao Tamiflu, embora possam ser mais caras.

    A proteção da vacina se mantém por toda a temporada, mesmo se a pessoa recebeu a dose no final do verão. As medidas de prevenção incluem evitar o contato com outras pessoas quando estiver doente, lavar as mãos com frequência e desinfetar superfícies em casa.

    Neste contexto de uma possível temporada severa de gripe, especialistas aconselham a vacinação e a adoção de hábitos saudáveis para melhor enfrentamento da doença.

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