O radar corporativo divulgou resultados financeiros de diversas empresas nesta terça-feira, 11 de outubro. Entre elas, estão MBRF (MBRF3), Itaúsa (ITSA4), BTG Pactual (BPAC11), São Martinho (SMTO3), Braskem (BRKM5), Sabesp (SBSP3), Azzas (AZZA3), Porto (PSSA3) e Natura (NATU3).

    A Oi (OIBR3), que teve seu pedido de recuperação judicial aceito na Justiça do Rio de Janeiro, adiou a divulgação do balanço referente ao terceiro trimestre de 2025, que estava marcado para 12 de outubro.

    Itaúsa, holding que controla o Itaú Unibanco (ITUB4), informou um lucro líquido recorrente de R$ 4,12 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa também tem investimentos em outras companhias, como Motiva, Alpargatas e Copa Energia.

    A MBRF, resultado da fusão entre Marfrig e BRF, reportou um lucro líquido de R$ 94 milhões no terceiro trimestre, o que representa uma queda de 62% em comparação ao ano anterior. Essa diminuição é atribuída principalmente ao desempenho dos ativos da BRF, que enfrentaram dificuldades, inclusive devido ao impacto da gripe aviária que afetou as exportações, especialmente para a China.

    O banco BTG Pactual teve um lucro líquido ajustado de R$ 4,54 bilhões no terceiro trimestre, superando as expectativas do mercado, que era de R$ 4,02 bilhões. A empresa conseguiu um desempenho melhor em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 3,21 bilhões.

    A Braskem reportou um prejuízo de R$ 26 milhões no terceiro trimestre, uma melhora em relação ao prejuízo de R$ 592 milhões registrado no mesmo período do ano passado. A empresa informou um resultado operacional de R$ 818 milhões, muito abaixo dos R$ 2,39 bilhões alcançados em 2024.

    No setor agrícola, a São Martinho reportou um lucro líquido de R$ 176,41 milhões no segundo trimestre da safra 2025/26, uma queda de 5,9% em comparação ao mesmo período da safra anterior. Sua receita líquida também teve uma queda de 11,3%, totalizando R$ 1,739 bilhão.

    A empresa Azzas 2154 registrou lucro líquido recorrente de R$ 201,3 milhões no terceiro trimestre, um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, a JSL, atuante no setor de logística, teve um prejuízo ajustado de R$ 35,8 milhões, representando uma queda de 50,7% em comparação ao ano anterior, porém, seu Ebitda ajustado cresceu cerca de 13%.

    O Grupo SBF, responsável pela rede de artigos esportivos Centauro, teve um lucro líquido ajustado de R$ 96,7 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    A Natura, fabricante de produtos de beleza, também relatou um prejuízo líquido recorrente de R$ 119 milhões no terceiro trimestre, resultado do aumento das despesas financeiras e da pressão em sua receita.

    A Sabesp anunciou um lucro líquido ajustado de R$ 1,28 bilhão no terceiro trimestre, 9,5% acima do resultado do ano anterior. A empresa, que se destaca por ser uma das maiores do setor de água e saneamento no mundo, teve um Ebitda ajustado de R$ 3,2 bilhões, uma alta de 14,7%.

    O Banco Pan divulgou um lucro líquido ajustado de R$ 209 milhões no terceiro trimestre, uma leve diferença em relação aos R$ 216 milhões registrados no mesmo período de 2024.

    Por fim, o Grupo Porto reportou um lucro líquido de R$ 832 milhões, com um aumento de 13%, e receita de R$ 10,5 bilhões, refletindo uma alta de 11% na comparação anual.

    A Rede D’Or anunciou um acordo para integrar a Maternidade São Luiz Star à sua rede de hospitais, recebendo R$ 223 milhões em contrapartida. A Sequoia Logística aprovou a incorporação da Fulcrum Participações, aumentando seu capital social.

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    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Universo NEO e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.