Hipocalcemia em Vacas: Entenda os Riscos e a Importância da Prevenção

    A hipocalcemia, popularmente conhecida como febre do leite, é uma doença metabólica que afeta principalmente vacas leiteiras, com uma elevada prevalência entre os animais fêmeas. Essa condição pode resultar em prejuízos consideráveis à produção de leite e à saúde dos animais, destacando a necessidade de monitoramento contínuo.

    Os principais efeitos da hipocalcemia incluem a diminuição da quantidade e da qualidade do leite produzido. Além disso, a enfermidade pode aumentar a probabilidade de complicações, como a retenção de placenta, deslocamento de abomaso e mastite, podendo, em casos graves, levar à morte do animal.

    A doença se apresenta de duas maneiras: a forma clínica, que provoca sintomas visíveis como tremores e paralisia, e a forma subclínica, que não apresenta sinais externos, mas é igualmente preocupante. Especialistas afirmam que a hipocalcemia subclínica pode afetar até 50% das vacas no período pós-parto, ocasionando a redução da produção de leite e comprometendo a imunidade dos animais.

    De acordo com veterinários, um único caso de hipocalcemia subclínica pode gerar um prejuízo de até R$ 700 ao produtor rural. Por ser uma doença silenciosa e difícil de identificar, é essencial que os pecuaristas implementem estratégias preventivas, especialmente na dieta dos animais. A alimentação durante o período pré-parto deve incluir uma dieta aniônica, que favorece a saúde das vacas.

    Após o parto, mesmo com os devidos cuidados prévios, os animais ainda podem enfrentar desafios relacionados à hipocalcemia. Por isso, é recomendado que os criadores realizem uma suplementação de cálcio logo após o parto, ajudando a garantir uma recuperação mais rápida e segura para as vacas.

    Além disso, a prevenção dessa doença exige um conjunto de ações que vai além da alimentação. É importante que as fazendas adotem uma gestão integrada, onde processos e cuidados são realizados de forma sistemática. Essa abordagem não só melhora a saúde do gado, mas também aumenta a rentabilidade da produção de leite.

    Por fim, especialistas enfatizam a relevância de investir na formação das equipes de trabalho. O fortalecimento das rotinas, a medição de resultados e o entendimento técnico dos processos são essenciais para oferecer um produto de qualidade, que respeite o bem-estar animal e atenda às exigências do mercado.

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