A China iniciou uma inspeção em todo o país para verificar riscos de incêndio em prédios, motivada por um grave incêndio que ocorreu no conjunto residencial Wang Fuk Court, em Hong Kong. O desastre resultou na morte de ao menos 128 pessoas, com cerca de 150 ainda desaparecidas. Na ocasião, mais de 4.600 moradores estavam no local.

    De acordo com informações da mídia estatal, o Comitê de Segurança do Trabalho do Conselho de Estado ordenou que as autoridades locais realizem verificações de segurança com urgência, tanto em edifícios residenciais quanto comerciais. Essa ação tem o objetivo de evitar tragédias semelhantes à que ocorreu em Hong Kong.

    O incêndio no Wang Fuk Court começou no início da tarde e se espalhou rapidamente por sete dos oito blocos de prédios, que têm 32 andares cada. O fogo foi totalmente controlado apenas no sábado seguinte ao incidente.

    As inspeções se concentrarão na identificação e reparo de falhas relacionadas a dispositivos de segurança contra incêndios, como extintores, hidrantes e sistemas de controle de fumaça. Também será verificada a acessibilidade das saídas de emergência.

    As autoridades também reforçaram a necessidade de resolver problemas identificados rapidamente e advertiram que violações sérias poderão resultar em punições.

    O Ministério da Gestão de Emergências destacou que prédios em reforma receberão atenção especial. Em nota, a pasta ressaltou a importância de melhorar a gestão de segurança contra incêndios em edifícios altos para proteger a vida e o patrimônio das pessoas.

    Investigações iniciais indicam que o fogo começou em um andaime no andar de baixo e se espalhou rapidamente, impulsionado por estruturas de bambu usadas nas reformas. A presença de materiais isolantes inflamáveis também contribuiu para a propagação das chamas.

    Além disso, o Corpo de Bombeiros local informou que os alarmes de incêndio não funcionaram adequadamente durante os testes. Moradores que conseguiram escapar relataram não ter ouvido os alarmes.

    Das 128 vítimas fatais, 108 foram encontradas nos prédios. As operações de resgate foram concluídas, mas ainda há esperança de encontrar mais vítimas nos escombros.

    Até o momento, onze pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento no incêndio. As investigações estão focadas no uso de materiais inseguros e possíveis casos de corrupção.

    Esse incêndio em Hong Kong é o mais letal registrado desde 1948, quando 176 pessoas perderam a vida em um incêndio em um armazém.

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