Israel é um país localizado no Oriente Médio, na costa do Mar Mediterrâneo. Com uma área total de cerca de 22.072 km², conta com aproximadamente 9,8 milhões de habitantes. Apesar de Israel declarar Jerusalém como sua capital, a maioria dos países da ONU acredita que Tel Aviv é a capital oficial. O idioma predominante é o hebraico.

    A população de Israel é majoritariamente judaica, somando cerca de 75% do total. Também vivem no país árabes — principalmente muçulmanos —, cristãos e drusos. A história de Israel é antiga, mas a nação foi oficialmente criada em 1948.

    Desde sua formação, Israel tem enfrentado conflitos com os árabes palestinos pela posse do território. Em 2023, a guerra entre Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza, intensificou essas disputas, resultando na trágica perda de mais de 30 mil vidas.

    Fronteiras e Geografia

    Israel faz fronteira com diversos países: ao norte, está o Líbano; ao nordeste, a Síria; e a leste, a Jordânia. Ao sudoeste, limita-se com o Egito e também com os Territórios Palestinos, que incluem a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Além disso, Israel tem acesso direto ao Mar Mediterrâneo.

    O Conflito em Israel

    O conflito entre israelenses e palestinos remonta antes da criação do Estado de Israel, em 1948. Este país nasceu com o intuito de ser a pátria dos judeus, que há séculos estavam espalhados pelo mundo. A escolha do local para a nova nação foi feita na região da Palestina, que o judaísmo considera a terra prometida.

    Porém, esta área já era habitada por árabes palestinos, que resistiram à perda de seu território. O primeiro conflito militar entre árabes e israelenses ocorreu exatamente no ano da fundação do país. As tensões haviam começado na década de 1920, quando a imigração judaica, impulsionada pelo Movimento Sionista, aumentou na região.

    Até agora, ocorreram diversas guerras, como a Guerra dos Seis Dias em 1967 e a Guerra do Yom Kippur em 1973. Outros conflitos significativos incluem a Primeira Intifada, em 1987, e a Segunda Intifada, em 2000. Os dois primeiros eventos contaram com a participação de países árabes vizinhos, como Egito, Jordânia e Síria.

    Nessas guerras, Israel ampliou seu território, conquistando e anexando áreas árabes da Palestina.

    A situação se agravou após 2008, com os conflitos concentrados na Faixa de Gaza, sob controle do Hamas. A guerra entre Israel e Hamas, em 2023, começou com a invasão de israelenses e resultou em retaliações que causaram uma enorme crise humanitária.

    População de Israel

    A população israelense gira em torno de 9,8 milhões de pessoas. Deste total, cerca de 75% são judeus, enquanto cerca de 20% são árabes. O restante inclui minorias como armênios, circassianos e beduínos. A religião predominante no país é o judaísmo, seguida por islamismo e cristianismo.

    O hebraico é a língua oficial de Israel, enquanto o árabe teve status de língua oficial até 2018. A média de idade dos habitantes é de 30 anos, e a expectativa de vida chega a 83 anos, superando a média global. Israel apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) alto, com 0,919 em 2021.

    A maior parte da população, cerca de 92%, vive em áreas urbanas. As cidades mais conhecidas incluem Tel Aviv, Jerusalém e Haifa. Os restantes 8% habitam áreas rurais, incluindo vilarejos e comunidades agrícolas chamadas de kibutzim e moshavim.

    Economicamente, Israel é um país diversificado, com indústrias nos três setores principais. Os produtos mais exportados são diamantes lapidados, tecnologia avançada e equipamentos militares.

    A História e a Religião de Israel

    Embora tenha sido fundado há pouco tempo, o histórico de Israel é muito antigo. Na Antiguidade, os hebreus, ancestrais dos judeus, estabeleceram o Reino de Israel por volta do século XI a.C., em uma região conhecida como Canaã. Os reis Saul, Davi e Salomão governaram essa área.

    O judaísmo, uma das religiões monoteístas mais antigas do mundo, teve sua origem ali, centrando-se na crença em um único Deus, chamado Yahweh. A figura de Moisés é central, pois ele recebeu a Torá no Monte Sinai.

    Com o tempo, o Reino de Israel se dividiu em dois — Israel e Judá — e sofreu invasões de diversos impérios, como assírios, babilônios, persas, gregos e romanos. Em 70 d.C., os hebreus se revoltaram contra Roma, resultando em sua expulsão da região e dando início à diáspora.

    Embora muitos judeus tenham se espalhado pelo mundo, a presença judaica na Palestina não foi completamente eliminada. Nos séculos seguintes, a região foi dominada por vários impérios, incluindo os bizantinos e os otomanos.

    No final do século XIX, surgiu o Movimento Sionista, que defendia o retorno dos judeus a sua terra natal. A imigração judaica para a Palestina cresceu, especialmente após a Declaração Balfour de 1917, quando o Reino Unido expressou apoio à criação de um estado judeu.

    Após a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto, o apoio internacional à formação do Estado de Israel aumentou. Em 1947, a ONU propôs um plano de divisão da Palestina em um estado judeu e um árabe, proposta que foi rejeitada pelos líderes árabes. Em 1948, os judeus declararam independência, levando a guerra árabe-israelense que resultou na expansão territorial de Israel.

    A Cultura de Israel

    A cultura israelense é rica e diversa, fortemente influenciada pelas tradições judaicas, mas também recebe influências árabes e mediterrâneas. O judaísmo é a religião majoritária, refletindo-se em várias práticas culturais do país.

    Por exemplo, a culinária israelense segue as diretrizes kosher, que incluem regras rigorosas sobre a preparação de alimentos, como a proibição do consumo de carne de porco. Pratos típicos, como o shawarma, têm raízes árabes e são populares em todo o Oriente Médio.

    Além disso, há pratos especiais para eventos judaicos, como o challah, um pão consumido durante o Shabat, que é considerado o dia sagrado de descanso da religião judaica.

    As festividades religiosas, incluindo Pessach, Yom Kipur e o Dia da Independência, são celebradas com grande entusiasmo e seguem o calendário judaico, que é diferente do calendário gregoriano utilizado em muitos outros países, como o Brasil.

    As danças folclóricas também fazem parte importante da cultura israelense. A hora, por exemplo, tem origem romena e é considerada típica de Israel, sendo dançada em diversas celebrações, incluindo casamentos e feriados.

    Israel possui uma cultura vibrante e apaixonada, refletindo a história e a diversidade de seu povo.

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    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Universo NEO e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.