Em maio de 2025, o Espírito Santo recebeu reconhecimento internacional como uma zona livre de febre aftosa sem a necessidade de vacinação. A confirmação foi feita pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) durante um evento em Paris, marcando um importante avanço que aguardava há mais de 50 anos.

    Essa conquista é resultado do esforço conjunto entre os governos e o setor produtivo do estado, refletindo um trabalho intenso na defesa sanitária da pecuária local. O reconhecimento é um marco significativo tanto para a economia capixaba quanto para a imagem da pecuária no Brasil como um todo. Uma delegação do Espírito Santo, composta por representantes do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e do Fundo Emergencial de Promoção da Saúde Animal do Estado (Fepsa-ES), esteve presente para celebrar essa vitória.

    Neuzedino Assis, presidente do Fepsa-ES, destacou a importância da união entre o setor público e privado para o sucesso das ações ao longo dos anos. Ele ressaltou o empenho das entidades representativas do setor produtivo e sua participação ativa nas iniciativas que levaram à certificação.

    O Fepsa foi criado em 1998 com o objetivo de fortalecer a defesa sanitária e o plano de erradicação da febre aftosa. Desde sua fundação, a entidade conta com o apoio de várias organizações, incluindo a Federação da Agricultura e Pecuária (Faes), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-ES) e diversos sindicatos rurais. Inicialmente, a liderança do Fepsa estava a cargo de Nyder Barbosa de Menezes, e posteriormente de Julio da Silva Rocha Júnior.

    Além da atuação no Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), o Fepsa avançou em outras áreas, como a regulamentação de indenizações para criadores de aves, suínos, ovinos, bovinos e bubalinos em caso de surtos de doenças previstas em lei.

    A trajetória do Espírito Santo no combate à febre aftosa é marcada por etapas importantes:

    • 1971: Criação do Grupo Executivo de Combate à Febre Aftosa (Gecofa).
    • 1974: Formação da Empresa Espírito Santense de Pecuária (Emespe).
    • 1992: Lançamento do PNEFA e maior envolvimento do setor produtivo nas campanhas de vacinação.
    • 1996: Registro do último foco de aftosa no estado e estruturação do Idaf.
    • 1998: Fundação do Fepsa, necessário para o reconhecimento da OIE.
    • 2001: Espírito Santo se torna um estado livre de febre aftosa com vacinação e inicia a exportação de carne bovina para a União Europeia.
    • 2006: O Brasil é reconhecido como país livre de aftosa com vacinação.
    • 2023: Última campanha de vacinação contra a febre aftosa no estado.
    • 2025: Reconhecimento do Espírito Santo como zona livre de febre aftosa sem vacinação e abertura de novos mercados internacionais para a carne capixaba, além da regulamentação das indenizações.

    Esses acontecimentos ilustram o compromisso contínuo do Espírito Santo com a saúde animal e a qualidade da produção pecuária, ampliando oportunidades de exportação e desenvolvimento econômico.

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