O início do novo ano traz à tona questões importantes que afetam a vida da população nas cidades, especialmente no que diz respeito à saúde e segurança. Embora os desafios sejam grandes, é preciso reconhecer os avanços que foram feitos nos últimos anos em Mogi das Cruzes e nas cidades próximas.

    Durante o primeiro ano da gestão da prefeita Mara Bertaiolli, Mogi das Cruzes registrou mais de 9 milhões de atendimentos na área da saúde, conforme um balanço divulgado recentemente pela Prefeitura. Esse número é um reflexo dos esforços para melhorar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde na cidade.

    Além disso, a região tem se esforçado para expandir e modernizar as unidades de saúde. Ferraz de Vasconcelos, por exemplo, iniciou nesta semana as obras de uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) no Jardim São Lázaro. Esses investimentos são fundamentais para garantir que a população tenha um atendimento de qualidade.

    As Unidades de Pronto Atendimento (UPA) também enfrentam desafios em relação à demanda. Em Mogi, há unidades localizadas em Jundiapeba, Oropó e Rodeio, que têm estado sobrecarregadas. Para combater essa situação, a Prefeitura anunciou a construção de uma nova UPA no distrito de Braz Cubas. Já Suzano, que inaugurou sua primeira UPA no Jardim Revista em 2023, está construindo uma nova unidade no distrito de Palmeiras. A cidade também se beneficia do Hospital Regional do Alto Tietê.

    Apesar dos avanços, ainda há problemas no atendimento de urgência e emergência. A Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, que atende a população local e de cidades vizinhas, enfrenta uma demanda crescente. A necessidade de um novo Pronto-Socorro é urgente, e o governador Tarcísio de Freitas já se comprometeu com essa proposta. Contudo, a reabertura do serviço no Hospital Luzia de Pinho Melo, uma solicitação frequente da comunidade, parece estar distante de se concretizar.

    Enquanto os investimentos em saúde são sempre bem-vindos, é crucial também focar na promoção da saúde nas UBSs, que são a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS). Melhorar a infraestrutura dessas unidades e capacitar os profissionais de saúde é fundamental, especialmente para atender às necessidades da população desde a primeira infância. Esses esforços devem ser contínuos para garantir um sistema de saúde mais eficiente e acessível para todos.

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