O deputado estadual Leonel Radde, do Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio Grande do Sul, anunciou que irá disputar a reeleição na Assembleia Legislativa do estado e não planeja concorrer a um cargo federal neste momento. Em uma entrevista recente, ele explicou que, apesar das pressões para se candidatar, especialmente em função de temas nacionais como segurança pública e antifascismo, sua prioridade é fortalecer sua atuação local.

    Radde destacou que a sua decisão de permanecer no Parlamento estadual está ligada à necessidade de criar uma base eleitoral sólida e reconhecida dentro do Rio Grande do Sul. Ele acredita que, ao se concentrar nos municípios e na comunidade de Porto Alegre, poderá se envolver mais profundamente com as demandas da população. “Quero trabalhar para ser um deputado mais conhecido e acessível”, afirmou.

    Embora reconheça a importância de uma discussão qualificada em nível federal, Radde acredita que esse projeto pode ser desenvolvido em um futuro próximo. Atualmente, sua meta imediata é a reeleição. “Estamos focados em ampliar nossa presença e atuação nas comunidades, o que é fundamental para os próximos ciclos eleitorais”, disse.

    Ele também mencionou que a articulação direta com os municípios facilita a contribuição para projetos mais amplos. Radde ressaltou que sua estratégia está alinhada com a construção de um campo político forte no estado, o que inclui a reeleição do presidente Lula, o apoio ao candidato ao governo, Neander Garra, e a eleição de uma bancada forte de deputados federais e estaduais.

    Outro aspecto que influenciou sua decisão foi a vida pessoal. Recentemente pai, Radde expressou preocupações sobre o impacto de um mandato em Brasília na sua vida familiar. “Meu filho terá menos de um ano no final do processo eleitoral, e nos primeiros anos da criança, a presença dos pais é fundamental”, explicou. Ele observou que a falta de uma rede de apoio em Brasília tornaria essa situação ainda mais desafiadora.

    Por fim, Radde não descarta a possibilidade de uma futura candidatura a um cargo federal. Ele acredita que, com um crescimento gradual e um mandato consolidado na Assembleia, estará preparado para pensar em uma disputa nacional. “Em 2030, podemos avaliar como será esse desenvolvimento e, quem sabe, participar de uma eleição mais ampla”, concluiu.

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