A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e o Ministério da Saúde firmaram uma aliança para combater a disseminação de informações falsas sobre vacinas contra a Covid-19. Em um documento oficial, as organizações expressaram preocupação com a circulação de uma alegação infundada conhecida como “síndrome pós-spike”, que não tem respaldo científico e está sendo promovida por alguns profissionais nas redes sociais.
O comunicado informa que, ao contrário de gestões passadas, o atual governo está comprometido em reprimir o negacionismo científico. O Ministério da Saúde, em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU), está preparado para tomar as ações legais necessárias para parar esses profissionais que espalham mentiras e, em alguns casos, faturam com essas falsas informações.
Esses profissionais alegam que a “síndrome pós-spike” é um efeito colateral da vacinação, mas o documento enfatiza que essa condição não existe. As principais autoridades de saúde, incluindo Anvisa, OMS, FDA e EMA, não reconhecem nem validam essa afirmação. A carta critica o uso dessa tese fictícia para vender cursos e tratamentos sem eficácia, classificando essa prática como uma grave violação ética que ameaça a saúde da população.
Além disso, a carta destaca que a divulgação de informações falsas prejudica campanhas de vacinação, causando confusão e preocupação entre as famílias. Em particular, isso representa um risco maior para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
O documento também reforça que a prática médica precisa seguir princípios éticos. O Código de Ética Médica é claro ao proibir a promoção de tratamentos não comprovados e o uso de sensacionalismo para atrair pacientes. Quando essas normas são ignoradas, não só a confiança da sociedade é traída, mas também vidas estão em perigo.
O Ministério da Saúde reiterou que as vacinas contra a Covid-19 são seguras e eficazes, com mais de 13 bilhões de doses administradas globalmente, respaldadas por estudos científicos. A saúde pública deve ser protegida, e não tratada como um produto para venda.
Por fim, a carta convoca a população a se informar através de fontes confiáveis, denunciar práticas fraudulentas e valorizar a vacinação como um bem coletivo. É enfatizado que vacinas protegem vidas, enquanto a desinformação pode trazer consequências fatais. O apelo é claro: o país deve agir com firmeza contra a disseminação de notícias falsas que colocam a saúde de todos em risco.
