Grant Morrison é um conhecido escritor de quadrinhos, e em uma entrevista recente, ele falou sobre suas experiências criativas e espirituais. Ele mencionou que suas obras, como “The Invisibles” e “The Filth”, são expressões de diferentes estados de consciência.
Morrison compara “The Invisibles” ao famoso livro “Illuminatus!”, enquanto “The Filth” seria como a “Máscara dos Illuminati”. Para ele, essas histórias não são apenas ficção, mas maneiras de explorar a mente e a espiritualidade.
Ele acredita que ao criar, as pessoas evocam estados de consciência que podem ser personificados de diversas formas. Por exemplo, ao pensar sobre velocidade e comunicação, surgem personagens como Sonic the Hedgehog ou Speedy Gonzales. Se esses personagens se comunicam melhor do que deuses clássicos, ele vê valor neles.
Durante a conversa, surgiu o assunto de rituais mágicos. Ele revelou que seu processo era livre e aproximava-se do xamanismo. Embora tenha experimentado rituais, como o Ritual Sem Nascimento de Crowley, ele preferia não seguir regras estritamente. Ao invés disso, ele usava o que aprendeu como base e criava suas próprias abordagens.
Morrison também comentou sobre o uso de estruturas em seu trabalho. Ele realizava rituais de banimento, mas muitas vezes não concluía sua prática dessa maneira. Ele acreditava que a escrita e a criação de histórias funcionavam como um meio de purificação. Em um período de dez anos, ele não usou banimentos tradicionais. Muitos podem pensar que isso poderia afetá-lo negativamente, mas ele afirma que está plenamente consciente e equilibrado.
A ideia que Morrison transmite é que a criação pode ser um ato espiritual, e que diferentes formas de expressões, sejam personagens ou rituais, podem enriquecer o entendimento humano. Ele sugere que, ao invés de seguir regras rígidas, as pessoas devem encontrar suas próprias formas de se conectar com suas criações.
Essa abordagem pode abrir novas possibilidades criativas, onde a imaginação e a espiritualidade se encontram. A visão de Morrison incentiva a exploração de diversos caminhos na arte e na vida, reforçando que cada um pode minimizar os limites através de sua própria experiência.
