A hipertensão arterial, comumente chamada de pressão alta, é uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros e é um dos principais fatores de risco para problemas sérios, como infarto, AVC e falência renal e cardíaca. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 393 pessoas morrem diariamente no Brasil devido a essa condição.
Em 2025, a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, criada por especialistas em cardiologia e nefrologia, começou a classificar valores de pressão entre 120-139 mmHg para a sistólica e 80-89 mmHg para a diastólica como “pré-hipertensão”. Essa mudança visa identificar, de forma antecipada, os indivíduos em risco e incentivar ações não medicamentosas que possam prevenir o desenvolvimento da hipertensão crônica.
Causas da Hipertensão
A hipertensão pode ter uma origem genética muito forte, com até 95% dos casos apresentados sendo herdados dos pais. Porém, é igualmente influenciada por hábitos de vida. Fatores como fumar, beber álcool em excesso, ter sobrepeso, viver sob estresse, não praticar atividades físicas, consumir muito sal e apresentar altos níveis de colesterol podem contribuir para o aumento da pressão arterial.
Em suma, uma pessoa que tem predisposição genética e vive em condições de alimentação rica em sódio, obesidade e estresse terá um risco muito maior de desenvolver hipertensão.
Sinais que Podem Indicar Hipertensão
Na maioria das vezes, a hipertensão não apresenta sintomas, sendo conhecida como uma “doença silenciosa”. Normalmente, os sinais aparecem apenas quando a pressão está muito alta. Por isso, é essencial medir a pressão com regularidade, especialmente para aqueles que têm histórico familiar da doença.
Comumente, a pressão alta pode se manifestar com os seguintes sinais:
- Dor de cabeça.
- Tontura.
- Zumbido nos ouvidos.
- Sensação de fraqueza.
- Visão embaçada.
- Sangramentos nasais.
Contudo, é importante destacar que esses sintomas não são específicos e muitos indivíduos com pressão elevada podem nunca apresentá-los.
Como Manter a Pressão Sob Controle
Embora não exista uma “cura” definitiva para a hipertensão, ela pode ser gerida eficientemente através de consultas médicas regulares, uso contínuo de medicamentos e, principalmente, mudanças no estilo de vida.
As principais orientações incluem:
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Manter um peso saudável: Examine sua dieta e faça ajustes que ajudem a controlar o peso.
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Evitar produtos ultraprocessados: Esses alimentos costumam ser ricos em sódio, que favorece a hipertensão. Prefira refeições feitas em casa.
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Reduzir o consumo de sal: Troque o sal por temperos naturais, como ervas e especiarias, que adicionam sabor e são mais saudáveis.
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Limitar o consumo de álcool e café: O excesso dessas bebidas pode elevar a pressão arterial.
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Hidratar-se adequadamente: Beber bastante água é vital, pois a desidratação pode fazer com que o corpo libere hormônios que aumentam a pressão.
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Controlar o estresse e ter um sono adequado: O estresse excessivo e a falta de sono podem contribuir para um aumento significativo da pressão arterial. Práticas como meditação e exercícios de respiração podem ajudar.
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Parar de fumar: O tabagismo é altamente prejudicial e está diretamente relacionado ao aumento da pressão arterial.
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Praticar atividade física regularmente: A recomendação é a realização de pelo menos 155 minutos de exercícios de intensidade moderada por semana, como uma caminhada rápida ou natação.
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Controlar outras condições associadas: É fundamental monitorar diabetes, colesterol alto, obesidade, apneia do sono e outras doenças.
Lembre-se que cada caso deve ser tratado individualmente e é essencial seguir as orientações do seu médico.
Conclusão
A hipertensão é uma condição séria que, se não for tratada adequadamente, pode levar a complicações graves e impactar a qualidade de vida. Ficar atento aos sinais, manter hábitos saudáveis e realizar acompanhamento médico são passos essenciais para controlar a pressão arterial. A prevenção e o cuidado com a saúde devem ser prioridades na vida de todos.
