A plataforma polonesa de jogos digitais, GOG, decidiu vender o polêmico jogo de terror chamado “Horses”, que foi banido de outras lojas digitais, como Steam e Epic Games Store, no final do ano passado. A empresa defende a liberdade criativa, em contraste com essas plataformas que cederam à pressão de grandes processadoras de pagamento, como Mastercard e Visa, para remover conteúdos considerados inadequados.
A proibição do jogo quase resultou no fechamento do estúdio italiano Santa Ragione, que ficou sem acesso a um público significativo. Frente a essa situação, a GOG não apenas decidiu vender “Horses”, mas também iniciou um movimento contra a censura.
Maciej Gołębiewski, diretor administrativo da GOG, comentou sobre a posição da empresa, afirmando que a liberdade criativa é crucial. Ele destacou que quando uma empresa define o que deve ou não ser permitido, isso pode criar um ambiente perigoso. Gołębiewski também mencionou que, embora a GOG seja um negócio que avalia riscos, eles acreditam que não há justificativa para proibir a venda de “Horses”, que, segundo ele, é um jogo controverso, mas não ilegal.
Além disso, ele enfatizou que a responsabilidade de decidir o que é legal deve ser dos governos e reguladores, e não de empresas de pagamento que dominam o mercado. Para Gołębiewski, essa é uma questão de liberdade.
Michał Kiciński, o novo proprietário da GOG, foi mais direto ao afirmar que a curadoria deve ser uma prerrogativa de cada plataforma. Ele mencionou que, ao jogarem “Horses”, acharam o jogo interessante e adequado para venda.
Recentemente, a GOG se tornou uma empresa independente, desvinculando-se da CD Projekt, desenvolvedora de renome, após 17 anos de parceria. Kiciński, fundador tanto da GOG quanto da CD Projekt, saiu da última em 2012, mas continua sendo um acionista importante.
Com essa nova independência, a GOG pretende adotar decisões mais ousadas, incluindo a possibilidade de entrar no mercado de publicação de jogos independentes, algo que Kiciński afirmou não temer.
