Caldas Novas: Um Mês do Desaparecimento de Daiane Alves Souza
Neste sábado, 17 de janeiro, completam-se 30 dias desde o desaparecimento de Daiane Alves Souza, uma corretora de imóveis de 43 anos, em Caldas Novas, Goiás. Ela foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio onde vive para investigar problemas no fornecimento de energia.
Naquele dia, Daiane enviou um vídeo a uma amiga, mostrando o painel de luz de seu apartamento e tentando religar a energia. Após essa gravação, ela se dirigiu ao elevador e conversou com o porteiro do edifício sobre o fornecimento de eletricidade que estava apenas afetando seu apartamento. Imagens das câmeras de segurança mostram que ela usou o elevador para ir ao subsolo, onde fica o quadro de energia, e depois disso não há mais registros dela.
Daiane é natural de Uberlândia, Minas Gerais, e se mudou para Caldas Novas há dois anos. Ela tinha um relacionamento próximo com a mãe, Nilse Alves Pontes, de 61 anos. As duas planejavam viajar para Minas Gerais juntas para passar o Natal em família, mas no dia do desaparecimento, Nilse tentou entrar em contato com a filha por telefone e não obteve resposta.
Busca e Inconsistências
No dia seguinte ao desaparecimento, Nilse chegou a Caldas Novas e foi ao apartamento da filha, mas não a encontrou. Ela percebeu que os óculos de Daiane estavam ainda dentro do apartamento. A família então começou a procurá-la, contatando amigos e registrando um boletim de ocorrência. Passaram a buscar informações em hospitais, mas não tiveram sucesso.
Nilse apontou algumas situações estranhas que ocorreram em torno do desaparecimento. A porta do apartamento estava trancada, embora em vídeos Daiane tenha saído com a porta aberta. Além disso, houve um apagão no apartamento da corretora um dia antes. Nilse afirmou que já havia problemas com a energia, que atingiram o apartamento de Daiane e um outro que ela administrava.
A mãe também expressou sua frustração com a falta de acesso às gravações das câmeras de segurança da portaria e na saída do condomínio. Nilse destacou a importância dessas informações para entender o que aconteceu.
Mobilização e Investigação
Além disso, Nilse descreveu Daiane como uma pessoa resolvida, sem inimigos conhecidos, embora houvesse conflitos com a administração do condomínio onde morava, o que gerava preocupação na família.
Enquanto isso, amigos e familiares têm promovido manifestações em busca de respostas sobre o desaparecimento. Já ocorreram protestos em frente à delegacia da cidade, e neste sábado está previsto um ato na Praça Tubal Vilela, em Uberlândia.
A Polícia Civil de Goiás informou que diligências estão em andamento para esclarecer o caso. Devido à repercussão, os detalhes da investigação não estão sendo divulgados no momento para proteger o sigilo do processo. A polícia reforçou que qualquer informação sobre o paradeiro de Daiane pode ser enviada de forma confidencial pelo telefone 197 ou por outros canais oficiais da Delegacia de Polícia de Caldas Novas.
