Programa Brasília Verde Impulsiona a Agricultura Urbana e a Segurança Alimentar

    O Programa Brasília Verde, promovido pela Emater-DF, está fazendo a diferença no Distrito Federal ao melhorar o acesso à segurança alimentar e espalhar educação ambiental. Em 2025, o programa atendeu 164 unidades, que incluem 94 escolas e creches, 26 organizações sem fins lucrativos, além de instituições ligadas à Secretaria de Justiça e Cidadania, como sistemas penitenciários e socioeducativos, além de unidades de saúde e assistência social.

    As iniciativas do programa vão além da agricultura convencional. Diversas hortas agroecológicas foram criadas, incluindo espaços comunitários, escolares e terapêuticos, beneficiando milhares de pessoas. Para demonstrar a preocupação com a sustentabilidade, 21 escolas públicas receberam sistemas de captação de águas da chuva, uma técnica que não apenas gera uma fonte sustentável de água, mas também ensina alunos sobre a importância da conservação dos recursos hídricos.

    O investimento total do programa em hortas urbanas atingiu R$ 350 mil, com mais R$ 233 mil destinados à captação de água da chuva. Além disso, foram aplicados R$ 1,4 milhão na compra de 714 kits de insumos para reforçar a produção nas áreas rurais.

    Um exemplo significativo desse projeto é a horta medicinal da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 do Guará, onde a farmacêutica Rosane Lopes lidera a iniciativa. Inaugurada em fevereiro de 2025, a horta resultou de um curso de horticultura urbana promovido por uma ONG, com apoio de instituições como a Emater-DF e a Fundação Oswaldo Cruz. No espaço, que funciona como um agrofloresta, são cultivadas mais de 80 espécies de plantas, incluindo abóbora, couve e hortelã. As colheitas ocorrem todas as quintas-feiras e os produtos são destinados à comunidade local.

    Além de produzir alimentos, a UBS participará de um projeto conjunto com a Secretaria de Saúde, que lançou em abril de 2025 a Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb). Essa iniciativa visa reforçar a conexão entre os pacientes, promovendo um ambiente mais saudável e facilitando o acompanhamento de tratamento.

    Os moradores também se envolvem ativamente. Mario Moriani, voluntário na horta, expressou sua satisfação em fazer parte do projeto que lhe permite cultivar alimentos orgânicos. Para ele, o trabalho é uma forma de se conectar com a terra e contribuir para a saúde da comunidade.

    O engenheiro agrônomo Rogério Lucio Vianna Filho, gerente de Agricultura Urbana da Emater-DF, destaca que o programa não só promove a produção e o consumo de alimentos de qualidade, mas também incentiva o uso de tecnologias sustentáveis, como a captação de água da chuva e a compostagem. Ele ressalta a importância social dessa ação, que visa atender pessoas em situação de vulnerabilidade e garantir acesso a alimentos saudáveis, contribuindo assim para a qualidade de vida e bem-estar.

    Outro exemplo é a Escola Classe (EC) da Jibóia, localizada em Ceilândia. Embora esteja na área rural, a escola foi equipada com sistemas de captação de água da chuva, energia solar e uma horta pedagógica. A instalação do projeto serve como um modelo para outras escolas públicas e atende cerca de 80 alunos do ensino fundamental.

    O Programa Brasília Verde é financiado por emendas parlamentares, que possibilitam a continuidade das atividades da Emater-DF em áreas urbanas e periurbanas, promovendo uma alimentação segura e sustentável para a população do Distrito Federal.

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