Muitas pessoas acreditam que Marte, o chamado “planeta vermelho”, pode ter abrigado vida no passado e até esconder vestígios de uma civilização antiga. As missões da Nasa e as imagens geradas por seus robôs despertam curiosidade e especulações, especialmente nas redes sociais.
Nos últimos anos, uma série de imagens feitas pela Nasa em Marte provocaram polêmica ao parecerem lembrar figuras conhecidas na Terra, como pessoas, animais ou objetos. Uma das mais notáveis é a foto tirada pelo rover Curiosity, que mostra uma rocha que se assemelha a uma pirâmide. Além dessa “pirâmide”, outros registros chamaram a atenção do público, como uma rocha que aparecerá similar a uma tartaruga, uma formação que lembra um portal, e até mesmo imagens que parecem flores ou um dedo.
Entretanto, é importante destacar que não há evidências concretas de vida em Marte, seja nos dias de hoje ou em qualquer momento da história do universo. O que ocorre, na verdade, é o fenômeno conhecido como “pareidolia”. Esse termo se refere à tendência do cérebro humano em reconhecer padrões familiares em estímulos aleatórios ou vagos. Ou seja, ao olhar para uma rocha ou uma formação, podemos ver figuras que nos lembram objetos ou seres com os quais estamos familiarizados.
Por exemplo, quando observamos uma nuvem com formato de animal ou de rosto humano, estamos experienciando a pareidolia. O mesmo se aplica ao que acontece com as rochas em Marte, onde as associações feitas pela nossa mente podem gerar interpretações bastante diferentes da realidade.
Essas descobertas, mesmo que não confirmem a existência de vida no planeta, continuam a estimular debates e pesquisas sobre a possibilidade de vida em outros lugares do espaço, mantendo viva a curiosidade humana sobre o universo.
