Estreia de “Extermínio: O Templo dos Ossos” traz nova abordagem

    O filme “Extermínio: O Templo dos Ossos” estreou na última quinta-feira, dia 15, e apresenta uma mudança significativa em relação ao seu antecessor, “Extermínio: A Evolução”. Enquanto o primeiro todo focava em uma narrativa sensível sobre uma família em meio ao caos, a nova produção avança em direção ao exagero e ao histrionismo.

    A história deste novo filme dá continuidade à trama anterior, começando com a captura do garoto Spike, interpretado por Alfie Williams, pelo grupo liderado por Jimmy, vivido por Jack O’Connell. No filme anterior, a jornada de Spike era central, destacando sua busca por um lugar dentro do grupo e depois pela cura da doença de sua mãe. Já neste novo longa, a tensão se concentra na explosão do caos que envolve os personagens.

    Mudar o tom de uma sequência é uma abordagem válida, mas o desafio aqui está na profundidade dos temas tratados. A diretora Nia da Costa apresenta soluções que parecem simplistas, desviando-se da complexidade que a narrativa anterior explorava.

    O pano de fundo do filme inclui um discurso religioso que conecta a gangue de Jimmy com Dr. Kelson, interpretado por Ralph Fiennes, um personagem que já havia chamado atenção no filme anterior. Outro personagem a ser destacado é Sansão, interpretado por Chi Lewis-Parry, que é o “alfa” dos infectados, um tipo de zumbi resultante de um vírus.

    Apesar das intenções de desenvolver essas dinâmicas, o material não é bem aproveitado, e a história acaba sendo dominada por cenas de gritaria e violência gráfica, que começam logo na cena de abertura, onde o sangue é espalhado de forma exagerada.

    O talento de atores como O’Connell e Williams fica ofuscado por essas escolhas estilísticas, resultando em personagens que parecem superficiais. Por exemplo, Spike, que tinha sua profundidade no primeiro filme, agora aparece como uma figura sem brilho. Ralph Fiennes também toma um rumo questionável em sua interpretação, particularmente em uma cena de dança no final da película.

    Apesar das críticas, a franquia já confirmou um novo filme, e a conexão que “O Templo dos Ossos” faz com o filme original oferece a esperança de que a série iniciada por Danny Boyle em 2002 encontre um novo caminho e retome a profundidade perdida nas sequências recentes.

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