Na madrugada de segunda-feira, um grave acidente ferroviário em Adamuz, na região de Córdoba, no sul da Espanha, resultou na morte de pelo menos 39 pessoas e deixou mais de 70 feridos. Vários passageiros estavam em estado grave. A tragédia ocorreu quando dois trens de alta velocidade descarrilaram, um deles invadindo a via do outro.

    O acidente envolveu o trem Iryo, que viajava de Málaga a Madrid, e um trem Alvia, que seguia de Madrid para Huelva. Aproximadamente 300 pessoas estavam no trem Iryo no momento do descarrilamento. Cenas alarmantes foram registradas por testemunhas, mostrando passageiros desesperados fugindo pela janela e pelo teto das composições.

    Entre as vítimas mortais, estava o condutor do trem Alvia, segundo informações da empresa ferroviária estatal Renfe, que opera ambos os serviços. Uma mãe que recebeu uma ligação de sua filha logo após o acidente relatou que a jovem estava em pânico, descrevendo a situação como caótica, com muitos feridos.

    As equipas de emergência foram rapidamente mobilizadas para o local, onde a situação era crítica. A Junta de Andalucía declarou estado de emergência e os serviços de socorro foram intensificados para auxiliar os feridos. A circulação de trens na linha de alta velocidade entre Madrid e Andalucía foi suspensa e os trens que operavam na linha Sevilla-Madrid foram redirecionados para suas origens.

    As autoridades ferroviárias asseguraram que estavam trabalhando em conjunto com os serviços de emergência para gerenciar a situação e prestar auxílio às vítimas e familiares. Renfe ativou protocolos de segurança e criou pontos de apoio psicológico nas estações afetadas.

    O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, expressou suas condolências às famílias das vítimas, descrevendo a situação como uma “noite de profundo dor”. O ministro de Transportes, Óscar Puente, declarou que a causa do acidente ainda não estava clara, mas ressaltou que o ocorrido era “extremamente inusitado” em um trecho recentemente renovado.

    Os serviços de resgate enfrentaram dificuldades para recuperar os corpos devido à gravidade dos danos nos trens. O governo regional informou que a identificação das vítimas seria feita por uma equipe de médicos forenses.

    Conforme os sobreviventes começaram a voltar para casa, um trabalho de apoio psicológico foi estabelecido para ajudar aqueles que passaram por essa experiência traumática. A tragédia deixou o país em luto e acompanhando com atenção as investigações sobre o ocorrido.

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