Uma família da Bahia enfrentou uma situação complicada ao ser retirada de um voo da Air France que iria de Paris para Salvador. O incidente ocorreu na manhã da última quarta-feira, quando a família havia feito um upgrade para a classe executiva, pagando 1.600 euros, equivalente a cerca de 9.900 reais.
O voo, operado por um Boeing 777-200ER, estava prestes a decolar do aeroporto Charles de Gaulle. Uma das passageiras, que tinha o assento 7L reservado, foi informada que esse assento estava quebrado e que ela deveria se acomodar na classe econômica premium. Nessa classe, os assentos não reclinam totalmente e há menos espaço entre eles.
Para complicar a situação, outro passageiro já ocupava o assento da classe executiva que deveria ser da família. Ao perceber a confusão, eles solicitaram ajuda da tripulação. A resposta recebida foi que o passageiro deveria ser rebaixado para a classe econômica premium, caso contrário, o voo não partiria.
A situação se tornou tensa, levando a uma discussão acalorada. Um vídeo do momento mostra o comandante da aeronave indo até o local e pedindo que a família tomasse uma decisão. Como não chegaram a um acordo, a polícia foi chamada e a família foi retirada do voo.
Após serem removidos, a família afirmou que não recebeu ajuda da Air France e precisou comprar novas passagens com outra companhia, embarcando no dia seguinte, quinta-feira. Eles alegam ter sofrido um prejuízo estimado em 100 mil reais e já planejam processar a Air France pelo ocorrido.
A Air France, por sua vez, classificou a família como “quatro passageiros indisciplinados”. A companhia afirmou que o comportamento dos passageiros causou atrasos e descontentamento entre os outros viajantes, além de potencialmente comprometer a segurança do voo. A empresa explicou que o assento da classe executiva, que era parte do upgrade, não poderia ser honrado devido à falha técnica, e a opção foi manter os assentos disponíveis na classe econômica premium, conforme originalmente reservado. No entanto, para a tripulação, os passageiros insistiram em sua escolha pela classe executiva e apresentaram um comportamento considerado inadequado por parte da equipe a bordo.
