A Secretaria Municipal de Saúde está intensificando as orientações à população sobre como se proteger de doenças relacionadas às enchentes, especialmente com o Rio Acre atingindo níveis acima de 14 metros. Esse aumento do nível das águas representa um maior risco de doenças e infecções causadas por água contaminada, além de acidentes em áreas alagadas.

    O secretário de Saúde, Rennan Biths, enfatizou a importância da prevenção nesse momento crítico. Ele ressaltou que, à medida que as águas sobem, a rede de saúde está mobilizada para atender à população. As Unidades de Referência em Atenção Primária (URAPs) estão funcionamento para prestar o atendimento necessário.

    A diretora de Vigilância Epidemiológica, Socorro Martins, destacou que é preciso uma atenção especial durante esse período. Doenças como diarreia, hepatite A e leptospirose tornam-se mais frequentes, e também aumentam os acidentes, como quedas e afogamentos. Martins recomenda que a população evite circular por áreas inundadas para não se expor a esses riscos.

    ### Leptospirose e Cuidados Necessários

    Um dos principais riscos associados às enchentes é a leptospirose. Essa doença é causada pela bactéria Leptospira, que pode ser encontrada na urina de ratos nos esgotos e se mistura com a água da enchente. A bactéria entra no corpo principalmente por meio de ferimentos na pele. Se não tratada a tempo, a leptospirose pode resultar em complicações graves, até mesmo na morte.

    A enfermeira Izabelle Passos, da URAP Eduardo Assmar, alertou sobre a importância de prestar atenção aos sinais de contaminação. Sintomas como febre, dores no corpo, vômitos, diarreia e feridas na pele devem ser tratados como alerta. Ao notar qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar imediatamente uma unidade de saúde. Além das URAPs, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que funcionam 24 horas, estão disponíveis para casos mais graves.

    ### Dicas de Prevenção

    Para minimizar os riscos durante as cheias, a Secretaria de Saúde recomenda as seguintes medidas de proteção:

    – Evitar contato com água e lama que possam estar contaminadas.
    – Utilizar botas, luvas e calçados fechados ao passar por áreas alagadas.
    – Manter a higiene das mãos e do corpo, utilizando água e sabão sempre que possível.
    – Consumir apenas água potável, seja ela fervida, clorada ou mineral.
    – Optar por alimentos que sejam bem higienizados e devidamente cozidos.

    Essas orientações visam garantir a segurança da população em um período desafiador, quando os riscos de saúde aumentam significativamente.

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