No último sábado, a Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou uma importante ação de controle de criadouros do mosquito Aedes aegypti. A atividade ocorreu nas áreas atendidas pelas unidades de saúde Nova Marília, Jardim Renata e Lácio.

    Durante essa operação, foram feitas 700 visitas a residências em 32 quadras das zonas Norte, Sul e Leste da cidade. Desses atendimentos, 434 casas estavam abertas para a entrada dos agentes, representando 62% do total. Em 255 casas, os moradores optaram por não permitir a entrada, o que corresponde a 36,7%, e em nove casos, houve recusa explícita dos moradores. Ao todo, foram coletadas nove amostras de larvas do mosquito durante as visitas.

    A ação contou com a participação de 21 profissionais, incluindo agentes de controle de endemias, agentes comunitários de saúde e supervisores. O principal objetivo foi eliminar locais que podem servir como criadouros para o Aedes aegypti, ajudando assim a reduzir os riscos de transmissão de doenças como dengue.

    As visitas ocorreram nas seguintes áreas:

    1. USF Aeroporto (bairro Colibri): 340 casas visitadas em 19 quadras, com 207 abertas e 133 fechadas, sem amostras coletadas.
    2. UBS Nova Marília: 250 casas visitadas em oito quadras, com 154 abertas, 88 fechadas, oito recusas e nove amostras coletadas.
    3. USF Lácio (condomínio Esmeralda Residence): 110 casas, com 73 abertas, 36 fechadas e uma recusa, sem amostras coletadas.

    Atualmente, Marília registra três casos confirmados de dengue em 2023, localizados em bairros diferentes: um em Nova Marília, outro no Jardim Colibri e um terceiro no Jardim Renata.

    A secretária municipal da Saúde, Dra. Paloma Libanio, ressaltou a importância do trabalho realizado pelos agentes. Ela enfatizou a necessidade de contínuas ações de prevenção e a colaboração da população no combate à dengue. Segundo ela, as inspeções recorrentes nas residências e o acesso dos agentes são fundamentais para enfrentar a doença.

    Talita Rodrigues, supervisora da Divisão de Zoonoses, também comentou sobre a relevância da ação. Ela destacou que, além de controlar os vetores, foram dadas orientações aos moradores sobre como identificar e eliminar potenciais criadouros em suas casas. Talita alertou que, com a chegada das chuvas, os cidadãos devem estar ainda mais atentos, pois qualquer acumulação de água pode se transformar em um criadouro do mosquito.

    As ações de prevenção continuarão em diversas regiões da cidade, com o intuito de manter o controle e barrar a proliferação do mosquito. A participação ativa dos moradores é essencial nesse processo.

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