A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda de três suplementos da marca Cycles Nutrition e determinou o recolhimento dos produtos devido à presença de substâncias que não foram testadas quanto à segurança. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e proíbe a fabricação, venda, distribuição, importação, divulgação e uso dos itens.
Os suplementos afetados são o Recover Cycles Nutrition, o Shot Ritual Cycles Nutrition e o Relax Ritual Cycles Nutrition, todos produzidos pela Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios. A Anvisa alertou que os ingredientes presentes nesses produtos não têm comprovação de segurança para serem usados em suplementos alimentares, o que pode representar sérios riscos à saúde dos consumidores.
Em resposta, a Cycles Nutrition informou que sempre busca utilizar ingredientes derivados de frutas e vegetais, com processos rigorosos de seleção e certificação. A empresa acrescentou que os extratos questionados são comuns em suplementos e alimentos para conferir aroma, sabor e cor. A Cycles Nutrition também afirmou que está em contato com a Anvisa, apresentando estudos e informações para esclarecer a situação e prometeu manter seus clientes informados.
Além dos produtos da Cycles Nutrition, a Anvisa determinou a suspensão de três suplementos da empresa Mushin Serviços e Comércio no Geral: Fantastic Oat Frutas Vermelhas, Fantastic Oat Banana e Caramelo, e Fantastic Oat Maçã e Canela. A agência pediu o recolhimento desses itens do mercado, pois alegou que esses produtos continham um “extrato de cogumelo rico em vitamina D”, que ainda não teve sua segurança avaliada para uso em suplementos alimentares. Além disso, a Anvisa questionou alegações feitas pela empresa sobre benefícios à saúde, como a redução do colesterol ruim e controle do nível de açúcar no sangue, que não têm comprovação científica.
A Mushin declarou que ficou surpresa com a decisão e acredita que pode ter havido um mal-entendido em relação à legislação. A empresa argumentou que o extrato de cogumelo utilizado, o Agaricus bisporus com vitamina D2, já foi aprovado para uso em alimentos e suplementos no Brasil em 2023. Para contestar a suspensão, a Mushin informou que acionou seus advogados.
Essas medidas refletem a vigilância da Anvisa para garantir a segurança dos produtos oferecidos no mercado e a saúde dos consumidores.
