A Eneva, uma empresa brasileira do setor de energia, está avaliando alternativas para expandir suas operações na Venezuela, um país rico em recursos petrolíferos. De acordo com informações obtidas por fontes próximas à situação, a companhia iniciou conversas com a sueca Maha Capital visando a criação de uma joint venture para atuar na indústria de petróleo e gás natural venezuelana.

    Além da Maha, a Eneva está em busca de outras empresas que possam servir como potenciais parceiros nesse empreendimento. Essa movimentação sinaliza um crescente interesse por parte de empresas brasileiras no mercado venezuelano, especialmente após a intervenção dos Estados Unidos, que visa abrir o setor para investimentos estrangeiros.

    A Maha Capital, que tem como principal acionista a gestora brasileira Starboard, possui uma opção que lhe permitiria adquirir uma participação em campos petrolíferos operados pela estatal PDVSA, o que despertou a atenção da Eneva. No entanto, para avançar com esses planos, a Maha aguarda a concessão de uma licença por parte das autoridades norte-americanas.

    As negociações, conforme relatado, são preliminares e estão sendo conduzidas de maneira discreta. Uma das fontes envolvidas no processo destacou que, embora o interesse exista, o avanço para a formação da joint venture dependerá de uma análise cuidadosa do mercado venezuelano e das implicações da intervenção dos Estados Unidos. “Tecnicamente é um negócio que vale a pena, mas tem que ter segurança jurídica. Isso tem que ser olhado com cuidado”, afirmou a fonte.

    O potencial do setor petrolífero na Venezuela é considerado promissor, com a perspectiva de que a abertura do mercado atraia investimentos necessários para revitalizar a indústria. Porém, há preocupações de que empresas norte-americanas possam ter prioridade nesse novo cenário de negócios. A fonte mencionou que, embora haja uma visão de que as companhias dos Estados Unidos possam liderar, parcerias com empresas brasileiras ainda são uma possibilidade viável.

    Recentemente, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, anunciou que planeja visitar a Venezuela em breve para se reunir com líderes locais e melhor compreender as operações de produção de petróleo e gás no país. Essa visita é vista como um passo importante para a obtenção da licença necessária pela Maha e, potencialmente, para outras empresas que desejam entrar nesse mercado.

    Em suma, a movimentação da Eneva em direção ao mercado venezuelano ilustra um momento de transformação no cenário energético da região, impulsionado pela intervenção dos Estados Unidos. O desenvolvimento dessas negociações e a eventual criação de uma joint venture com a Maha poderão abrir novas oportunidades para investimentos no setor petrolífero da Venezuela, que possui ativos valiosos esperando por investimentos e contratos firmes.

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    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Universo NEO e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.