A Espanha inicia na madrugada de sábado, 28 de março de 2026, para domingo, 29, o período de horário de verão. Às 2h da manhã, os relógios devem ser adiantados em uma hora, indo diretamente para 3h. Esta medida, adotada todos os anos, faz com que o dia tenha 23 horas e permanece válida pelos próximos sete meses.

    A mudança de horário é feita duas vezes ao ano. Seu principal objetivo é ajustar a rotina das pessoas às horas de luz solar disponíveis. Ao adiantar os relógios na primavera e no verão, busca-se aproveitar mais a luz natural do dia e reduzir o consumo de energia elétrica.

    Atualmente, cerca de 70 países adotam essa prática, que tem origens em propostas do século XVIII. O cientista e político norte-americano Benjamin Franklin foi um dos primeiros a sugerir a ideia, ainda que teoricamente. A implementação prática só aconteceu anos depois, principalmente em períodos de guerra, quando economizar recursos era uma prioridade.

    Segundo o calendário oficial publicado no Boletim Oficial do Estado da Espanha (BOE), o horário de verão sempre começa no último domingo de março. Em 2026, a troca ocorre na madrugada do dia 29 de março e vai até o último domingo de outubro, quando os relógios são atrasados em uma hora novamente.

    Neste período, os dias ficam mais longos. Isso favorece atividades ao ar livre, a convivência social e a prática de exercícios físicos pela população.

    Estudos mostram que o aumento das horas de luz natural pode ajudar a melhorar o bem-estar das pessoas. São observadas reduções em problemas psicológicos e maior disposição. Há ainda impactos econômicos, já que mais claridade ao final do dia estimula o comércio e o consumo após o trabalho.

    Pesquisas também indicam uma possível redução nos índices de criminalidade, acidentes de trânsito e até problemas cardíacos durante o horário de verão.

    Apesar dos benefícios citados, o sistema recebe críticas crescentes. Dados do Centro de Investigações Sociológicas (CIS) mostram que 65,8% dos espanhóis são a favor do fim da mudança de horário duas vezes por ano. Caso fosse mantido apenas um horário fixo, 68,5% preferem o horário de verão durante todo o ano.

    O debate também envolve questões históricas e geográficas. Desde 1940, a Espanha usa um fuso horário adiantado em relação ao meridiano de Greenwich, uma decisão tomada durante o regime de Francisco Franco. Especialistas afirmam que essa diferença contribui para discussões constantes sobre a adequação do sistema atual.

    A discussão sobre o horário de verão não é exclusiva da Espanha. Em vários lugares do mundo, a eficácia e a necessidade da medida são periodicamente revistas. Os argumentos a favor sempre destacam a economia de energia e o melhor uso da luz do dia.

    Por outro lado, críticos apontam que os ganhos com a economia de energia podem ser menores atualmente, devido à evolução tecnológica e às mudanças nos hábitos de consumo. Além disso, a mudança brusca no horário pode causar transtornos temporários no sono e na saúde de algumas pessoas, especialmente nos primeiros dias após o ajuste.

    A decisão final sobre manter ou não o horário de verão depende de análises contínuas e, muitas vezes, de discussões políticas mais amplas. Enquanto isso, a população segue o calendário estabelecido, ajustando os relógios semestralmente conforme as regras em vigor.

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    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Universo NEO e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.