O Mistério do Chronovisor: Um Olhar Sobre o Passado

    Uma história intrigante envolve a figura do padre Pellegrino Ernetti e uma suposta máquina do tempo chamada Chronovisor, que ele dizia ter criado para observar momentos do passado. Mas o que realmente sabemos sobre essa invenção? Vamos explorar os principais eventos e alegações que cercam essa misteriosa máquina.

    O Que é o Chronovisor?

    O Chronovisor é apresentado como um dispositivo capaz de permitir que seu usuário veja eventos passados. Embora não haja provas concretas de sua existência, um livro de 2002, escrito pelo padre François Brune, alega que a máquina realmente existiu e foi desenvolvida por Ernetti, um monge beneditino.

    O Início da História

    De acordo com Brune, Ernetti iniciou essa jornada em segredo, revelando a existência do Chronovisor apenas na década de 1960. Ele afirmou que uma equipe de 17 cientistas, incluindo nomes de destaque como o físico Enrico Fermi e o engenheiro Wernher von Braun, colaborou na construção do dispositivo.

    Os Componentes do Chronovisor

    A máquina era composta por raios catódicos, antenas e metais projetados para captar ondas de som e luz em várias frequências. O Chronovisor prometia registrar eventos do passado, como a crucifixão de Jesus Cristo, garantindo uma forma de validar os ensinamentos bíblicos através de imagens “reais”.

    Testemunhos de Ernetti

    Em um encontro com Brune, Ernetti compartilhou detalhes sobre suas observações. Segundo ele, usou o Chronovisor para reviver momentos importantes da história. Chegou a afirmar ter assistido ao famoso discurso de Cícero no Senado romano em 63 a.C., descrevendo gestos e entonações de forma vibrante.

    Além disso, Ernetti reivindicou que ele e sua equipe conseguiram espiar eventos bíblicos significativos, uma conexão direta com a história da Igreja.

    Publicidade e Repercussão

    A fama de Ernetti cresceu quando, em 1972, a revista italiana La Domenica del Corriere publicou um artigo que continha suas alegações sobre o Chronovisor, intitulado “Uma Máquina que Fotografa o Passado Finalmente Foi Inventada”. Nesse contexto, ele apresentou uma fotografia que supostamente mostrava a crucificação de Cristo, além de outras cenas bíblicas.

    A Reação do Vaticano

    Ernetti sustentava que o Vaticano havia escondido o Chronovisor para evitar que caísse em mãos erradas. Em 1988, uma diretriz da Igreja dizia que qualquer um que utilizasse uma máquina desse tipo seria excomungado. Mesmo assim, Ernetti continuou a afirmar a autenticidade do dispositivo até sua morte, em 1994.

    Ele escreveu uma carta aberta, ressaltando que o Papa Pio XII ordenou que os detalhes do Chronovisor não fossem revelados, alegando que o equipamento poderia restringir a liberdade humana.

    As Dúvidas Aumentam

    Apesar do grande alarde, muitos céticos questionam a veracidade das afirmações de Ernetti. A suposta fotografia de Jesus foi considerada uma reprodução de uma estátua de uma igreja. Outro estudo sugeriu que a imagem era, na verdade, uma versão invertida de um cartão postal.

    Em 1996, a revista Paracelsus reforçou as dúvidas, argumentando que Ernetti não havia publicado instruções claras para a construção do dispositivo, o que levantava questões sobre a legitimidade de suas afirmações.

    A Confissão de Ernetti?

    Alguns rumores apontam que, em seus últimos dias, Ernetti teria admitido ter inventado toda a história do Chronovisor. Contudo, este relato não é unânime e continua a ser discutido. Com a morte de Ernetti e dos cientistas envolvidos, o mistério persiste.

    O Legado do Chronovisor

    Atualmente, o Chronovisor se mantém como um dos grandes mistérios da história do Vaticano. Embora muitas suspeitas tenham surgido e as alegações de Ernetti tenham sido amplamente contestadas, a intrigante narrativa sobre a suposta máquina do tempo continua a fascinar estudiosos e entusiastas.

    Assim, a história do Chronovisor nos leva a refletir sobre a busca por respostas do passado e os limites entre fé, ciência e imaginação. Essa narrativa não apenas aguça nossa curiosidade, mas também nos conecta a um passado repleto de perguntas sem resposta.

    Como a história do Chronovisor ilustra, há um grande mistério em torno das tentativas humanas de acessar o tempo. As discussões sobre a veracidade dessa máquina permanecem vivas, mostrando como a busca pelo conhecimento é uma parte essencial da experiência humana.

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