O técnico Carlo Ancelotti, da Seleção Brasileira, é o treinador mais bem pago da Copa do Mundo de 2026. De acordo com reportagem publicada neste domingo pelo jornal alemão Bild am Sonntag, assinada pelo jornalista Torsten Rumpf, o italiano passou a receber 10 milhões de euros líquidos por ano após renovar antecipadamente seu contrato com a CBF até 2030. Esse valor equivale a cerca de R$ 64 milhões na cotação atual.

    Se o Brasil conquistar o hexacampeonato mundial, Ancelotti ainda poderá receber um bônus de 7 milhões de euros, o que corresponde a aproximadamente R$ 45 milhões. Inicialmente, o treinador receberia 10 milhões de euros brutos anuais, mas a renovação transformou o valor em remuneração líquida.

    A reportagem do Bild am Sonntag também detalha outros benefícios do contrato. O pacote inclui uma limusine blindada à disposição no Brasil, passagens aéreas para viagens internacionais, inclusive para a Europa, e o pagamento de um apartamento de alto padrão na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, bairro onde fica a sede da CBF.

    Ancelotti assumiu a Seleção em maio de 2025. Desde então, a equipe avançou às oitavas de final da Copa com sete pontos na fase de grupos. O treinador ganhou prestígio pela forma de administrar o elenco.

    Um dos pontos destacados foi a preocupação do italiano em se aproximar dos jogadores. Antes do Mundial, ele dedicou dois meses ao aprendizado do português, com quatro aulas por semana, para conversar diretamente com o grupo sem intérprete.

    O coordenador executivo da Seleção, Rodrigo Caetano, elogiou a postura do treinador. “Carlo Ancelotti é uma liderança extraordinária, equilibrada e capaz de envolver as pessoas. Ele também sabe delegar responsabilidades e não transforma pequenos problemas do dia a dia em grandes questões”, afirmou.

    Antes da Copa, o ex-técnico da seleção alemã Jürgen Klinsmann já apontava o Brasil como favorito pela chegada de Ancelotti. “Com Carlo Ancelotti, os brasileiros contrataram um dos três melhores treinadores do mundo”, declarou o campeão mundial de 1990.

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    Nilson Tales

    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Universo NEO e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.