A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu suspender três suplementos da marca Cycles Nutrition e exigiu o recolhimento desses produtos. A medida, publicada no Diário Oficial da União no dia 20 de setembro, proíbe a fabricação, venda, distribuição, importação, divulgação e consumo de itens que, segundo a Anvisa, contêm substâncias que não passaram por testes adequados de segurança.
Os suplementos afetados são o Recover, o Shot Ritual e o Relax Ritual, fabricados pela Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios. A Anvisa alertou que esses produtos trazem ingredientes cuja segurança não foi comprovada para uso em suplementos alimentares, o que pode representar sérios riscos à saúde dos consumidores.
Em resposta à suspensão, a Cycles Nutrition comunicou em suas redes sociais que busca sempre utilizar ingredientes à base de frutas e vegetais, escolhidos com rigor e seguindo normas de qualidade e certificação. A empresa assegurou que os extratos vegetais mencionados são amplamente utilizados para dar aroma, sabor e cor a alimentos e suplementos. Além disso, a Cycles Nutrition afirmou que está apresentando à Anvisa esclarecimentos, estudos e documentos técnicos, prometendo total transparência com seus clientes e parceiros.
A Anvisa também suspendeu três produtos da empresa Mushin Serviços e Comércio. Os itens envolvem os sabores Fantastic Oat Frutas Vermelhas, Fantastic Oat Banana e Caramelo, além de Fantastic Oat Maçã e Canela. Assim como no caso da Cycles Nutrition, a autorizar a retirada imediata desses produtos do mercado.
Esses produtos da Mushin eram comercializados com a informação de que continham “extrato de cogumelo rico em vitamina D”, que ainda não teve a segurança avaliada para uso como suplemento. A Anvisa observou que a empresa fazia alegações sobre benefícios, como a redução do colesterol ruim e o controle do nível de açúcar no sangue, sem comprovação científica.
Em comunicado, a Mushin expressou surpresa com a decisão da Anvisa. A empresa sugeriu que pode ter havido um mal-entendido na interpretação das normas, defendendo que o extrato de cogumelo utilizado foi aprovado para alimentos convencionais e suplementos em 2023. A Mushin anunciou que está consultando advogados para contestar a decisão da agência.
