A Apple não costuma usar termos como “ataque extremamente sofisticado”. Quando faz isso, geralmente significa que algo já deu errado.

    Recentemente, a Apple corrigiu duas falhas graves no WebKit, que é a base por trás do Safari e de outros navegadores do iOS. Essas falhas estavam sendo exploradas para comprometer iPhones. As correções foram disponibilizadas com a atualização para o iOS 26.2, pouco antes das festas de fim de ano. Na teoria, isso deveria ter resolvido o problema. No entanto, muitos usuários não atualizaram.

    Passadas algumas semanas, os dados sobre a adoção das atualizações revelam uma realidade preocupante. Quase metade dos usuários elegíveis de iPhones ainda está usando o iOS 18, segundo estimativas. Outros rastreadores mostram uma situação pior: segundo a StatCounter, menos de um em cada cinco usuários fez a atualização para o iOS 26. Mesmo as estimativas mais otimistas deixam centenas de milhões de dispositivos vulneráveis.

    Isso é importante porque, ao contrário de ciclos passados, desta vez não há uma rede de segurança disponível. As falhas estão dentro do WebKit, que é o motor do navegador Safari e dos outros navegadores no iOS. A Apple alertou que atacantes poderiam explorar sites maliciosos para executar código, o que pode levar a roubo de dados, como senhas e informações de pagamento. Esses ataques foram considerados direcionados, mas a história mostra que, após informações se tornarem públicas, esses ataques tendem a se espalhar.

    Normalmente, usuários que demoram para atualizar versões principais podem contar com um pacote de atualização de segurança para a versão anterior. Essa expectativa moldou o comportamento de muitos. Muita gente permaneceu na versão iOS 18 achando que uma correção chegaria. Mas isso não ocorreu. A versão iOS 18.7.3 só está disponível para dispositivos que não conseguem rodar o iOS 26.

    Como resultado, há uma clara divisão. Usuários que atualizaram para o iOS 26 estão protegidos, enquanto os demais permanecem sem uma solução significativa. Como explicou um especialista em segurança, assim que os patches são divulgados, a janela de exposição se amplia para quem não atualiza.

    Dada a magnitude do problema, fica difícil ignorar. A Apple possui cerca de 1,6 bilhão de dispositivos ativos no mundo todo. Mesmo estimativas conservadoras indicam que aproximadamente 800 milhões de iPhones e iPads ainda não foram atualizados. Esse número aumenta em perspectivas menos generosas.

    O contraste com anos anteriores é notável. Na mesma época dos ciclos do iOS 18 e 17, mais da metade dos usuários já havia atualizado. Agora, esse movimento estancou. Conforto, hábito e cansaço com atualizações parecem ter superado os alertas de segurança.

    ### Como Ficar Protegido

    Para os usuários, a situação é simples. Não há soluções alternativas, modos de navegação mais seguros ou configurações que realmente diminuam os riscos. A única defesa prática é atualizar para o iOS 26.2 ou o iPadOS 26.2. Os dispositivos com atualizações automáticas já estão protegidos. Os outros precisam fazer isso manualmente no menu de atualizações de software.

    Olhando para o futuro, essa situação revela uma tensão maior. Com o iOS se tornando mais complexo e as atualizações parecendo menos urgentes, o modelo de segurança da Apple depende cada vez mais da adesão dos usuários. Quando isso não acontece, até mesmo os patches rápidos enfrentam dificuldades para proteger o ecossistema.

    Dessa vez, a Apple agiu rápido ao resolver as falhas. No entanto, os usuários não acompanharam essa rapidez.

    Acompanhar as atualizações é fundamental. O cenário atual mostra que, mesmo com a conscientização sobre segurança, a resistência em atualizar continua sendo um grande desafio. Portanto, se você ainda não atualizou seu iPhone ou iPad, essa é uma boa hora para fazer isso. As falhas podem não apenas comprometer seus dados, mas também colocar em risco informações importantes, como dados bancários e senhas.

    Pense na sua segurança digital como um investimento. Atualizações não são apenas sobre novas funcionalidades ou designs bonitos. Elas são sobre você proteger o que você tem de mais precioso. Imagine como seria chato lidar com o estresse de um ataque cibernético. Melhor prevenir do que remediar, não é mesmo?

    Encorajar amigos e familiares a atualizar seus dispositivos também é uma boa prática. A segurança digital em grupo pode ser muito mais eficaz. Além disso, sempre que possível, habilite o recurso de atualizações automáticas. Isso garante que você não perca nenhuma correção crucial sem se preocupar com isso.

    Automatizar atualizações faz com que você evite o desgaste de sempre lembrar de fazer isso manualmente. Isso é especialmente útil para quem tem uma rotina cheia e pode acabar esquecendo. Dessa forma, você garante a proteção sem complicação.

    No fim das contas, manter seu dispositivo atualizado é um ato simples que pode fazer uma grande diferença na sua segurança online. Esses pequenos passos podem ajudar a criar um ambiente digital mais seguro, tanto para você quanto para todos ao seu redor.

    Vamos ficar atentos e fazer a nossa parte, atualizando os dispositivos e ficarmos protegidos contra esses ataques que podem mudar tudo. Afinal, um usuário informado e cuidadoso é um usuário seguro em um mundo digital cheio de riscos.

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