Máscara Cerâmica do Período Dilmun

    Na região sul do Bahrein, durante escavações no sítio arqueológico de Hilla, arqueólogos descobriram uma sepultura com aproximadamente 3.300 anos, contendo os restos de duas mulheres adultas e um bebê. Entre os ossos, foi encontrada uma pequena máscara cerâmica, esculpida com detalhes, que representa um rosto humano.

    Essa descoberta é a segunda máscara desse tipo jamais encontrada no Bahrein, oferecendo uma visão fascinante sobre o povo Dilmun, uma civilização misteriosa que existiu no Golfo Pérsico durante a Idade do Bronze.

    A Máscara Cerâmica Encontrada em Hilla

    O achado foi anunciado pela Autoridade de Cultura e Antiguidades do Bahrein. Durante as escavações na sepultura de duas mulheres e uma criança do período Dilmun, os arqueólogos encontraram a máscara cerâmica, que estava cuidadosamente colocada ao lado dos corpos. Isso sugere que seu uso tinha um significado ritual.

    A máscara, feita de faiança — um tipo de cerâmica vidrada — é uma peça rara, pois somente mais uma semelhante já havia sido descoberta no Bahrein. Apesar disso, a máscara ainda não foi estudada a fundo, o que significa que muitas perguntas sobre sua composição, idade e função ritual permanecem sem resposta.

    Além da máscara, outras descobertas foram feitas no local. Os arqueólogos também encontraram joias feitas de conchas, ferramentas usadas para aplicar o kohl — um tipo de maquiagem antigo similar ao delineador atual — além de um grande recipiente cerâmico e um objeto pontiagudo que pode ser uma agulha ou um awl, sugerindo um uso pessoal desses itens nos rituais de sepultamento dos antigos Dilmunitas.

    Esse contexto revela que, embora mais pesquisas sejam necessárias para entender completamente a função da máscara, ela fornece novas informações sobre a civilização Dilmun, que existiu entre cerca de 3000 a.C. e 600 d.C.

    Um Breve Histórico da Civilização Dilmun

    A civilização Dilmun é considerada, por muitos arqueólogos, como um importante reino independente do Golfo Pérsico. Textos antigos da Suméria, que mencionam o nome Dilmun, indicam que essa civilização era um importante centro de comércio. Os Dilmunitas trocavam cobre, contas, pedras preciosas, pérolas, tâmaras e vegetais com os sumérios e outras civilizações em troca de produtos agrícolas.

    Dilmun estava estrategicamente localizada em uma rota comercial entre a Mesopotâmia e a Civilização do Vale do Indo, que hoje corresponde ao Bahrein, ao Kuwait e a partes da Arábia Saudita. Isso fez com que a civilização fosse relevante a ponto de ser mencionada em textos religiosos sumérios: o deus sumério Enki estaria associado às fontes subaquáticas de Dilmun. Estas fontes são consideradas por alguns como a inspiração para o Jardim do Éden na Bíblia, uma vez que transformaram o Bahrein em um oásis no deserto.

    Apesar da importância da civilização, a maior parte de nosso conhecimento sobre os Dilmunitas provém de ruínas, como assentamentos em ruínas ou extensos cemitérios, como o encontrado em Hilla. Esses vestígios oferecem uma visão intrigante sobre essa civilização perdida, que não deixou registros escritos.

    A Importância da Máscara Cerâmica

    A máscara cerâmica encontrada na sepultura de Hilla é um artefato de grande importância. Com um tamanho que permite ser segurada na palma da mão, ela parece ser um objeto ritual significativo, suficiente para ser enterrado junto com duas mulheres e uma criança. Embora sua função exata continue sendo um mistério, pesquisas adicionais podem trazer mais informações sobre suas origens, sua elaboração e seu significado.

    Além disso, essas investigações podem revelar mais sobre as mulheres e a criança que estavam enterradas junto à máscara, assim como a civilização perdida a que pertenciam. O futuro do estudo dessa máscara e dos itens encontrados ao redor pode oferecer novos conhecimentos sobre os Dilmunitas e suas práticas funerárias.

    Conclusão

    A descoberta da máscara cerâmica no Bahrein não é apenas uma adição ao conhecimento sobre os Dilmunitas, mas também um lembrete da complexidade e riqueza de uma civilização que, apesar de seus fragmentos, continua a despertar curiosidade e interesse. A exploração de sítios arqueológicos e o estudo de artefatos antigos, como a máscara encontrada, são essenciais para entender melhor esse povo enigmático e sua história.

    A história da civilização Dilmun e as novas descobertas que surgem impactam nosso entendimento sobre as civilizações antigas e suas interações. Cada novo achado representa uma peça de um quebra-cabeça mais extenso que busca revelar as práticas, crenças e modos de vida de sociedades que, de outra forma, permaneceriam no esquecimento.

    Esse tipo de pesquisa arqueológica não apenas enriquece nosso conhecimento sobre o passado, mas também reforça a importância da preservação de sítios históricos. Eles são testemunhos de culturas que moldaram muito do que conhecemos hoje. Assim, a máscara cerâmica e os itens encontrados ao redor têm tanto valor cultural quanto histórico, esperando pelo futuro da pesquisa que poderá revelar ainda mais sobre essa fascinante civilização.

    Share.