A Vida e os Crimes de Ed Gein: A Influência da Mãe
Ed Gein, conhecido como o “Mestre de Plainfield”, foi um dos assassinos em série mais perturbadores da história. Ele não apenas cometia assassinatos, mas também desenterrava corpos, usando partes das vítimas para criar móveis e roupas. Seus crimes horríveis inspiraram clássicos do cinema de terror, como “O Silêncio dos Inocentes”, “O Massacre da Serra Elétrica” e “Psicose”, sendo que este último foi influenciado tanto por ele quanto por sua mãe, Augusta Wilhelmine Gein.
Infância Difícil: A Influência Materna
Ed Gein nasceu em uma família de imigrantes alemães que seguiam a antiga tradição luterana. Sua mãe, Augusta, cresceu acreditando que todo ser humano era intrinsecamente pecador. Essa perspectiva religiosa e rigorosa influenciou diretamente a educação de Ed. Ela dizia que o sexo era maligno e que as mulheres eram instrumentos do Diabo.
Desde pequeno, Ed desenvolveu uma relação obsessiva com sua mãe, similar à de Norman Bates em “Psicose”. Após a morte de Augusta, causada por um derrame, Ed ficou devastado e decidiu que faria de tudo para trazê-la de volta. Esse desejo distorcido o levou a cometer crimes horríveis, como o assassinato de mulheres e o roubo de cadáveres.
O Impacto da Educação Severa
Augusta nasceu em 1878 e era uma das oito crianças de uma família de imigrantes. Seu lar era caracterizado por crenças extremamente conservadoras. Casou-se com George Gein em 1900 e teve dois filhos: Henry e Ed. George lutava contra o alcoolismo e mantinha empregos instáveis, o que levou Augusta a se ressentir dele. Sua frustração a fez desenvolver um ódio pelos homens.
Quando Ed nasceu, Augusta o educou de forma extremista, com medo de que ele se tornasse como o pai que desprezava. Essa proteção excessiva acabou por distorcer a visão de Ed sobre o mundo. Ela o isolou em uma propriedade rural, longe da “corrupção” da cidade, e com isso, privou-o de interações sociais saudáveis.
Isolamento e Percepções Distorcidas
A família mudou-se para uma fazenda isolada em Plainfield, Wisconsin, em 1915. Augusta queria moldar Ed e seu irmão em homens puros, mas acabou provocando um efeito oposto. Ed se sentia solitário e, mesmo sendo um leitor ávido, tinha dificuldade em se relacionar com outras crianças. Sua timidez e problemas de fala contribuíram para seu isolamento.
Augusta era controladora e, eventualmente, a relação entre eles se tornou tóxica. Ela punia Ed por tentar se socializar e constantemente falava mal de seu pai. Essa dinâmica o levou a uma dependência emocional extrema dela. Augmentava ainda mais seu desprezo por mulheres, criando uma imagem deformada do que significava ser homem.
A Morte do Pai e o Controle da Mãe
George Gein faleceu em 1940, e a morte foi tratada por Augusta como um sinal da fraqueza do marido. Com essa perda, ela ganhou total controle sobre Ed, que se tornou cada vez mais devotado a ela. Já seu irmão, Henry, buscava liberdade e até começou a namorar uma mulher, o que gerou um atrito entre ele e Ed.
Em 1944, Henry morreu de maneira misteriosa enquanto os irmãos queimavam vegetação. Ed levou a polícia ao corpo, que apresentava sinais de contusão. O caso foi declarado um acidente, mas a morte de Henry deixou Ed ainda mais isolado e próximo da mãe.
A Loucura Após a Morte da Mãe
Após a morte de Augusta, que ocorreu em 1945 devido a um segundo derrame, Ed entrou em colapso. Ele começou a isolar os cômodos da casa que pertenciam a ela, tentando preservar tudo como uma forma de luto. Nesse estado, Ed começou a explorar temas sombrios, como embalsamamento e roubo de túmulos.
Ed começou a fazer visitas ao cemitério onde sua mãe foi enterrada, desenterrando corpos e tentando realizar experiências as mais macabras para “criar um traje de mulher” que o faria sentir-se como sua mãe. Ele procurava mulheres que se parecessem com Augusta e, eventualmente, começou a eliminar mulheres vivas para coletar partes de seus corpos.
O Legado Macabro de Ed Gein
Ed Gein não era apenas um ladrão de túmulos — ele se tornou um assassino. É estimado que ele tenha matado pelo menos duas mulheres, mas suspeitas indicam que seu número de vítimas pode ser muito maior. Seus crimes culminaram em 1957, quando ele foi preso, e sua vida tomou um rumo trágico ao ser internado em hospitais psiquiátricos, onde permaneceu até sua morte em 1984.
Embora Ed Gein seja mais lembrado do que sua mãe hoje, é inegável que a influência de Augusta moldou seu comportamento e suas obsessões. A figura dela, que se esforçou tanto para proteger seu filho do “mal”, acabou por criar um dos criminosos mais infames da história.
Conclusão
A história de Ed Gein e sua mãe é um triste exemplo de como a educação severa e os traumas emocionais podem gerar consequências terríveis. Augusta, em sua busca para moldar seu filho, instituiu barreiras que o condenaram ao isolamento e à loucura. Assim, a morte dela desencadeou uma sequência de eventos que levaram Ed a uma vida de crimes horrendos, transformando sua tristeza em um legado de terror.

