Os animais de estimação oferecem muito mais do que companhia. Estudos mostram que a presença de pets pode ter um impacto positivo na saúde humana, contribuindo para o tratamento de várias doenças. Por exemplo, a interação com essas criaturas ajuda a diminuir os níveis de cortisol, o hormônio ligado ao estresse, e a reduzir a pressão arterial, trazendo benefícios ao bem-estar geral.
Uma pesquisa realizada pelo National Institutes of Health (NIH), uma importante agência de pesquisa dos Estados Unidos, destacou que a relação com animais definitivamente melhora a qualidade de vida. Embora a ciência por trás dessa interação ainda esteja em desenvolvimento, os dados são cada vez mais promissores. Pesquisadores estão focando em como essa ligação pode ajudar no crescimento de crianças, especialmente aquelas com autismo ou outras condições neurodivergentes.
Um estudo relevante na área foi conduzido pela Dra. Sabrina Schuck e publicado em 2015. A pesquisa mostrou que a terapia assistida por cães é eficaz na redução da desatenção e melhora nas habilidades sociais em crianças diagnosticadas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
A Terapia Assistida por Animais (TAA) é uma abordagem valiosa que promove suporte emocional. De acordo com um projeto da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a interação com cães, gatos e até cavalos pode aliviar sintomas de ansiedade, depressão e solidão, além de estimular o funcionamento cognitivo. Esse contato é benéfico tanto para crianças quanto para adultos e idosos em instituições de cuidados, ajudando a criar um ambiente de bem-estar e interação social.
No Brasil, a psiquiatra Dra. Nise da Silveira foi uma das pioneiras na terapia assistida por animais, introduzindo cães em um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro na década de 1950. Ela notou que a presença dos animais reduzia os níveis de agressividade e ajudava os pacientes a recuperarem a autoestima.
Desde então, diversas técnicas foram desenvolvidas, como a equoterapia, que utiliza cavalos no tratamento de distúrbios motores e psicológicos. Os estudos da UFPB indicam que a interação com animais é fundamental para a superação de dificuldades emocionais, promovendo um estado de equilíbrio e bem-estar.
“Esse contato promove a liberação de hormônios que elevam o ânimo, como a oxitocina, a serotonina e a dopamina, enquanto diminui o cortisol. Isso gera uma sensação de responsabilidade e conexão com a vida”, explica Edivânia de Almeida, do projeto Animais Comunitários.
Ela ressalta que a presença de um pet pode ser um grande alívio para o estresse do dia a dia. “Depois de um dia cansativo, o animal ajuda a relaxar e melhora nosso humor, permitindo que tenhamos mais foco e aproveitemos melhor a rotina”, afirma.
Na UFPB, além do projeto Animais Comunitários, há outra iniciativa que envolve a terapia com cães, onde esses animais visitam pacientes no Hospital Universitário. “Em casos em que psicólogos recomendaram a adoção de um gato para crianças em terapia, a mudança foi notável. A criança acaba canalizando suas emoções no animal, promovendo um novo equilíbrio emocional para toda a família”, conclui Edivânia.
