O primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos foi repleto de mudanças nas relações internacionais e políticas comerciais. Ao completar um ano no cargo, Trump deu continuidade a uma política externa marcada por tensões e confrontos, distanciando-se de aliados históricos e promovendo um alinhamento cada vez mais isolacionista e protecionista.

    Em sua posse, ocorrida em 20 de janeiro de 2025, Trump prometeu trazer grandes recursos para o país, reformulando suas relações comerciais. No entanto, essa abordagem acabou levando a uma série de conflitos, especialmente com a União Europeia e a China. Em abril, ele anunciou tarifas de 10% às exportações da América Latina, 20% aos europeus e 30% para produtos asiáticos. O impacto dessa política foi sentido, por exemplo, quando o Brasil recebeu uma tarifa adicional de 50%, em resposta a um julgamento de Jair Bolsonaro.

    Uma das características marcantes do governo de Trump foi a tentativa de expandir a influência dos Estados Unidos na América do Sul, manifestada em uma ação militar na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. Durante esse período, as tensões se intensificaram também nas fronteiras nortistas e sulistas, com medidas rigorosas contra a imigração e intervenções militares ameaçadas.

    No Oriente Médio, o governo tentou intermediar o conflito entre Israel e Hamas, mas as hostilidades aumentaram após ataques aéreos autorizados pelos EUA. A proposta de Trump de realocar palestinos para uma nova “Riviera do Oriente Médio” foi amplamente recusada pela comunidade internacional, que reagiu às condições críticas enfrentadas pela população palestina.

    Além disso, a relação com a África do Sul se deteriorou quando Trump acusou o governo sul-africano de promover o que chamou de “genocídio” contra a minoria branca, gerando um embate diplomático. As críticas sobre as políticas de reforma agrária do presidente Cyril Ramaphosa resultaram em uma suspensão de apoio dos EUA ao desenvolvimento africano.

    A política comercial com a China se agravou ao longo do ano, levando a uma guerra tarifária intensa. O país asiático impôs tarifas elevadas aos produtos americanos, resultando em um ciclo de sanções e retaliações que afetou o comércio entre as duas potências.

    Por fim, Trump levantou a possibilidade de anexar a Groenlândia, um território dinamarquês, como parte de sua estratégia de segurança nacional. As reações globais foram fortes e a abordagem militarista gerou preocupações na Europa.

    Essas movimentações refletem um ano no governo Trump caracterizado por desafios complexos na política externa, com resultados que vão além das fronteiras americanas e impactam diversas nações ao redor do mundo.

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