O roteiro da Copa confirmou o que muita gente previa: o Brasil terminou em 1º no Grupo C e agora terá pela frente o Japão (2º do F) nas oitavas de final. No papel, a Seleção continua favorita. Mas quem acredita em classificação fácil ignora a evolução dos japoneses nos últimos anos.

    O retrospecto ainda é amplamente favorável ao Brasil: em 14 confrontos, são 10 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas. O sinal de alerta, porém, foi aceso no amistoso de outubro de 2025, quando o Japão venceu por 3 a 2 e mostrou que já pode competir em igualdade com qualquer seleção. Recorde-se que abrimos 2 x 0 no primeiro tempo e levamos uma histórica virada.

    Naquele jogo, Carlo Ancelotti aproveitou para testar a equipe. O Brasil entrou em campo com Hugo Souza; Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Carlos Augusto; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Luiz Henrique, Gabriel Martinelli e Vinicius Júnior. Para esse jogo da Copa do Mundo, a tendência é de uma formação muito mais forte, com Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos formando a defesa titular. Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá devem ser mantidos no meio, enquanto Matheus Cunha e Rayan aparecem como favoritos para atuar ao lado de um Vinicius Júnior que está simplesmente voando.

    O Japão também chega diferente. A base permanece, mas a equipe ganhou ainda mais consistência. Kō Itakura e Hiroki Ito assumiram espaço na defesa, Ao Tanaka fortaleceu o meio-campo e Daizen Maeda virou uma das principais armas ofensivas ao lado de Doan e Ueda.

    O favoritismo continua sendo brasileiro, mas a margem de erro diminuiu bastante. O Brasil chega mais forte do que no amistoso de 2025, mas também encontrará um Japão mais maduro, mais organizado e acostumado a enfrentar grandes seleções. É um duelo em que a camisa pesa, mas o futebol apresentado em campo pesará ainda mais.

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    Nilson Tales

    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Universo NEO e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.