Mais de 1.500 casos de falhas no atendimento foram registrados nas redes de saúde pública e privada de Campinas durante o ano de 2025. Esses dados são de um levantamento realizado pela Organização Nacional de Acreditação, que analisa a qualidade dos serviços de saúde com base em informações da Anvisa.
O estudo identificou diversos problemas, incluindo:
– 426 falhas em processos ou procedimentos clínicos;
– 250 casos de lesões de pele por pressão;
– 219 falhas na assistência à saúde;
– 181 incidentes envolvendo cateteres, sondas e outros dispositivos;
– 127 quedas de pacientes.
### Problemas de Gestão
Gilvane Lolato, gerente operacional da ONA, destacou que muitas dessas falhas estão ligadas a problemas de gestão nas instituições de saúde. Ele mencionou que a estrutura física e a falta de profissionais capacitados são questões recorrentes. “Muitas instituições ainda enfrentam lacunas na infraestrutura e na qualificação dos profissionais, o que compromete a qualidade do atendimento oferecido”, explicou.
Lolato também ressaltou que a falta de cuidados tanto com os profissionais quanto com os pacientes e a ausência de padrões nos processos de atendimento são fatores que contribuem para as falhas.
Um exemplo dessas falhas é o instalador Carlos Renato de Camargo, que sofreu um acidente de trabalho em novembro do ano passado e machucou o pé. Ele procurou atendimento no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, onde um médico solicitou um exame de raio-x. Com o exame confirmando que não havia fratura, Carlos foi liberado, mas continuou sentindo dores.
Em busca de uma solução, ele foi a um posto de saúde, onde recebeu um encaminhamento para um novo exame. No entanto, ao retornar ao Mário Gatti, Carlos teve dificuldades. “Disseram que eu deveria ser atendido rapidamente por já ter um encaminhamento, mas passei por toda a triagem novamente. No total, estive lá das 12h até umas 15h30”, afirmou.
Quando finalmente conseguiu ser atendido, o médico informou que não poderia realizar o exame, pois ele precisava ter chegado pela emergência do hospital. “Quando fui atendido, o médico nem olhou para o meu problema e disse que não podia me ajudar”, relatou Carlos.
Devido à falta de retorno da unidade de saúde, ele decidiu realizar o exame na rede privada.
### Resposta da Prefeitura
A Prefeitura de Campinas foi procurada para esclarecer a situação. A administração se manifestou afirmando que não houve perda do prontuário de Carlos e que ele recebeu atendimento médico nas duas ocasiões que esteve no hospital, com avaliações e orientações adequadas. No entanto, em relação ao segundo exame que deveria ter sido realizado, a Prefeitura afirmou que a situação está sendo investigada.
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