Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Bristol, em parceria com especialistas em nutrição dos Estados Unidos, trouxe à tona informações interessantes sobre dietas. A pesquisa mostrou que pessoas que optavam por uma alimentação totalmente livre de processamento consumiam, em média, mais de 50% a mais de comida do que aquelas que faziam escolhas alimentares focadas em produtos ultraprocessados, também conhecidos como UPFs.

    Para entender melhor, vamos dividir isso em partes. A primeira observação do estudo é que quem se alimenta com comidas que não passam por nenhum tipo de processamento, como frutas, legumes, arroz e carnes frescas, acaba comendo grandes quantidades. Essa alimentação geralmente é mais rica em nutrientes e fibra, o que pode fazer a pessoa sentir-se satisfeita por mais tempo.

    Por outro lado, as pessoas que consomem ultraprocessados, que incluem coisas como refrigerantes, salgadinhos e refeições prontas, acabam se alimentando de forma menos saudável. Eles podem até comer menos em volumes, mas esses alimentos são cheios de calorias vazias, que não trazem os nutrientes que o corpo precisa. Isso resulta em uma alimentação que pode levar a problemas de saúde ao longo do tempo.

    O dado mais surpreendente da pesquisa foi que, mesmo comendo mais comida, as pessoas que seguiam a dieta sem produtos processados consumiam, em média, 330 calorias a menos por dia em comparação àquelas que comiam muitos alimentos ultraprocessados. Isso sugere que a qualidade dos alimentos impacta diretamente a quantidade que uma pessoa come ao longo do dia.

    Vamos analisar como isso pode acontecer. O que acontece é que alimentos in natura, como frutas e vegetais, são geralmente mais volumosos, mas contêm menos calorias em comparação com snacks industrializados. Isso faz com que as pessoas consigam se sentir satisfeitas, mesmo com uma ingestão calórica menor. Além disso, esses alimentos são cheios de nutrientes e fibras, que são importantes para a saúde.

    Quando falamos de produtos ultraprocessados, a história é bem diferente. Eles costumam ser feitos com adição de açúcar, gordura e aditivos, que podem provocar um efeito de “matar a fome”. Isso faz com que a pessoa sinta vontade de comer mais deles, mesmo que isso não signifique que o corpo está realmente precisando. É quase como se esses alimentos fossem enganadores; eles te saciam só por um tempinho e logo depois você está cheio de vontade de comer de novo.

    Outro ponto a se considerar é que o modo como as refeições são preparadas e servidas também influencia na quantidade que a gente come. Por exemplo, quando preparamos uma refeição saudável em casa, é mais fácil controlar o que vamos colocar no prato e, consequentemente, na nossa barriga. Ao contrário, ao consumir comidas ultraprocessadas, muitas vezes a gente nem percebe quanto come, porque elas são mais práticas e, em geral, até mais saborosas do que as opções saudáveis.

    Em resumo, o que esse estudo revela é uma ligação muito forte entre o tipo de comida que escolhemos e a forma como alimentamos nossos corpos. A escolha por alimentos naturais pode não só aumentar a quantidade de alimentos consumidos, mas também melhorar a qualidade da dieta, o que se reflete na saúde a longo prazo.

    Mudar a alimentação é um desafio, e muitas pessoas podem se sentir perdidas na hora de tomar essa decisão. Para começar, uma dica é tentar introduzir mais frutas e legumes nas refeições diárias. Tente fazer um mix de saladas e buscar receitas que levam alimentos frescos. Além disso, ao fazer compras, uma boa estratégia é evitar os corredores dos ultraprocessados, focando em produtos que vêm mais perto da sua forma natural.

    As comidas de verdade podem ter um sabor maravilhoso, e explorar novos sabores pode ser uma parte divertida desse processo. O importante é ter paciência e ir aos poucos, sem pressa. Cada pequena mudança pode fazer uma grande diferença na saúde a longo prazo.

    Embora realizar mudanças na dieta possa parecer complicado, uma boa ideia é iniciar por pequenos passos. Não é necessário trocar tudo de uma vez só. Fazer isso devagar pode facilitar essa transição e ajudar a manter a nova alimentação.

    Portanto, a partir das descobertas do estudo, fica claro que uma alimentação baseada em alimentos não processados traz vários benefícios. Pode não apenas ajudar na ingestão de calorias, mas também trazer qualidade à saúde, já que esses alimentos nutrem o corpo e promovem bem-estar.

    Adotar uma dieta rica em alimentos naturais não é uma tarefa rápida. É uma atitude que exige tempo e dedicação. No entanto, os benefícios a longo prazo, como redução de sobrepeso e prevenção de doenças, valem todo o esforço. Assim, cada pessoa pode encontrar seu ritmo e descobrir as melhores formas de aproveitar esses alimentos frescos e saudáveis no dia a dia.

    Por fim, o que a pesquisa nos ensina é que comer bem pode ser simples. Com escolhas certas, dá pra viver melhor e alimentar-se de forma mais equilibrada. Ser feliz e saudável é um caminho que vale a pena, e a alimentação é o primeiro passo.

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