Como é ter TDAH aos 11 anos e lidar com a escola

    Ter TDAH, que significa Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, é uma experiência desafiadora, principalmente para quem está na fase dos 11 anos, que é cheia de mudanças e responsabilidades. Nessa idade, os alunos são cobrados para acompanhar as aulas e realizar tarefas, como os colegas, mas muitas vezes isso pode ser complicado para quem tem TDAH.

    O dia a dia na escola

    Na escola, a rotina exige muita atenção. Os professores falam, os alunos escrevem e é preciso ficar ligado em tudo que está acontecendo. Para quem tem TDAH, isso pode ser uma verdadeira luta. É normal ficar perdido em meio a tantas informações e acabar perdendo a concentração. O barulho da sala, as conversas e até mesmo a ansiedade podem atrapalhar ainda mais.

    Desafios de concentração

    Um dos principais desafios de quem tem TDAH é a dificuldade de se concentrar. Às vezes, a mente pode ficar viajando, pensando em outras coisas. É comum um aluno começar a fazer uma tarefa e, no meio do caminho, se distrair com algo que não tem nada a ver. Isso acontece porque a mente está sempre ativa e cheia de pensamentos. Por isso, é fácil se perder nos estudos e não conseguir terminar as atividades a tempo.

    A necessidade de movimento

    Ter TDAH também significa sentir vontade constante de se movimentar. Muitos alunos dessa faixa etária têm dificuldade em ficar parados por muito tempo. Em sala de aula, isso pode se manifestar em inquietude. O estudante pode se mexer, balançar as pernas ou ficar olhando para as paredes. Essa energia acumulada pode ser difícil de lidar e atrapalha a aprendizagem. Por isso, é importante encontrar formas de liberar essa energia.

    Interações sociais

    A vida social também pode ser desafiadora para quem tem TDAH. Os relacionamentos com os colegas são importantes, mas algumas situações podem gerar desconforto. Muitas vezes, a comunicação não flui bem. Os alunos com TDAH podem interromper os outros, o que gera mal-entendidos. Além disso, entender as regras não escritas das interações sociais pode ser complicado.

    Sentimentos de frustração

    A frustração é um sentimento comum entre os jovens com TDAH. Isso acontece porque muitas vezes as expectativas são altas, tanto dos professores quanto dos pais. O desejo de se sair bem está sempre presente, mas, por conta das dificuldades que enfrentam, os alunos podem se sentir desanimados. Essa pressão pode fazer com que deixem de tentar, sentindo que não conseguem dar conta das tarefas.

    Estratégias de apoio

    Felizmente, existem algumas estratégias que podem ajudar. Uma delas é o uso de ferramentas visuais, como calendários e listas de tarefas. Isso ajuda a manter a organização e a lembrar das atividades que precisam ser feitas. Outra dica é dividir as tarefas em partes menores. Assim, fica mais fácil enfrentar os desafios e completar as atividades.

    Conversar com os professores

    Os professores podem ser grandes aliados. Conversar com eles e explicar a situação pode fazer diferença. Muitos educadores estão abertos a compreender as necessidades dos alunos e podem oferecer apoio, como prazos mais flexíveis ou um local menos barulhento para trabalhar. É importante que os alunos se sintam à vontade para falar sobre suas dificuldades.

    O papel da família

    A família também desempenha um papel essencial na vida dos jovens com TDAH. Conversar em casa sobre as dificuldades e buscar soluções conjuntas é fundamental. As famílias que entendem o que o jovem está passando podem ajudar a criar um ambiente mais compreensivo e acolhedor. Além disso, apoio emocional é crucial para o desenvolvimento da autoconfiança.

    Atividades extracurriculares

    Participar de atividades extracurriculares pode ser uma boa saída. Nelas, os alunos podem explorar interesses e talentos fora da sala de aula. Esportes, artes ou grupos de teatro, por exemplo, criam um espaço mais leve e divertido. Isso ajuda a desenvolver novas habilidades e também a fazer amigos, fortalecendo as interações sociais.

    A importância do autocuidado

    Cuidar da saúde mental é fundamental. Momentos de descanso e lazer ajudam a aliviar o estresse e a ansiedade. Isso inclui praticar atividades relaxantes, como ouvir música, desenhar ou simplesmente sair para brincar. Os jovens devem se lembrar da importância de cuidar de si mesmos e encontrar um equilíbrio entre a escola e os momentos de lazer.

    Aprendendo a lidar com o TDAH

    Com o tempo, os jovens começam a entender melhor como o TDAH afeta suas vidas. Aprender a lidar com o transtorno é um processo gradual. É normal ter altos e baixos, e está tudo bem. O importante é buscar apoio quando necessário, seja na escola ou em casa. Cada conquista, por menor que seja, vale a pena.

    Apoio emocional e social

    É essencial que os jovens tenham acesso a comunidades ou grupos de apoio. Poder conversar com outros que passam pela mesma situação pode ser reconfortante. Compartilhar experiências e dicas pode ajudar a fortalecer a autoconfiança e mostrar que eles não estão sozinhos na luta. As amizades feitas nesses grupos também podem ser muito valiosas.

    O futuro e as esperanças

    Embora o TDAH traga desafios, é importante ter esperança em relação ao futuro. Muitas pessoas com TDAH desenvolvem habilidades únicas que as tornam extremamente criativas e inovadoras. Ao aprender a gerenciar os sintomas, cada jovem pode se destacar à sua maneira e conquistar seus objetivos. Isso pode incluir a busca por novas adaptações, buscando formas de triunfar.

    Conclusão

    Ter TDAH aos 11 anos é uma jornada cheia de desafios. A escola, as amizades e as expectativas podem gerar estresse, mas com apoio e estratégias, é possível encontrar formas de lidar com isso. O importante é saber que cada um tem seu próprio ritmo e que, com compreensão e amor, é possível superar as dificuldades. Ter paciência consigo mesmo e buscar ajuda são passos fundamentais para seguir em frente.

    Share.