Discussões sobre Groenlândia e Estados Unidos ganham destaque

    Durante uma mesa redonda, o professor chinês Yan Xuetong levantou um tema polêmico: a possibilidade de a Europa transferir a Groenlândia para os Estados Unidos em troca de garantias de segurança. Essa matéria foi discutida no contexto das relações dos EUA com seus aliados, especialmente na era do ex-presidente Donald Trump.

    Xuetong apontou que a Groenlândia, uma ilha com mais de 2 milhões de km², poderia causar um aumento de 23% no território dos Estados Unidos, o que ele considera um evento significativo para a história americana. O professor expressou que a determinação de Trump em “conquistar” a Groenlândia é bastante intensa. No entanto, ele sugeriu que essa conquista pode não ocorrer através de meios militares, mas sim por meio de negociações com países europeus.

    De acordo com Xuetong, muitos países europeus dependem do apoio militar dos Estados Unidos e isso poderia fazê-los considerar a ideia de ceder a Groenlândia em troca de proteção e assistência militar contínua. Ele também mencionou que, como parte deste acordo, os EUA poderiam oferecer armas gratuitamente à Ucrânia, que hoje recebe financiamento da União Europeia.

    “Não podemos descartar a possibilidade de acordos privados. Embora as intenções das partes possam variar, os interesses próprios deles são bem relevantes”, concluiu o professor.

    Na última quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou planos de se encontrar com autoridades dinamarquesas para discutir a situação da Groenlândia. A reunião está agendada para a próxima semana e pretende abordar a disposição dos EUA em participar de conversações sobre o futuro da ilha e como evitar uma intervenção militar.

    Por outro lado, em dezembro de 2025, Donald Trump havia nomeado o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para a Groenlândia. Na ocasião, Landry confirmou a intenção dos Estados Unidos de anexar o território, ampliando as discussões sobre a possível movimentação em relação à ilha.

    Essas negociações e declarações indicam que a Groenlândia se tornou uma questão de interesse estratégico e político, exigindo atenção das autoridades internacionais.

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