Uma família da Bahia passou por uma situação complicada ao ser expulsa de um voo da Air France que seguia de Paris para Salvador. Tudo aconteceu em um voo operado por um Boeing 777-200ER, que possuía 28 assentos na classe executiva. A família havia pago € 1.600, cerca de R$ 9.900, para fazer um upgrade para essa classe, mas ao chegarem ao aeroporto Charles de Gaulle, na manhã da última quarta-feira (14), se depararam com um problema.

    Uma das passageiras, que tinha o assento 7L reservado, foi informada de que seu assento estava quebrado. A opção apresentada foi que ela se deslocasse para a classe Econômica Premium, que oferece um assento que não reclina completamente e tem 58 cm a menos de espaço entre as poltronas. Para complicar ainda mais a situação, outro passageiro já estava sentado no assento da classe executiva que a família havia pago.

    A família pediu ajuda à tripulação para resolver a situação. Os funcionários da Air France informaram que, ou o ocupante do assento da classe executiva seria rebaixado para a Econômica Premium, ou a família não poderia embarcar. A partir desse ponto, a situação se intensificou em uma discussão acalorada, que foi registrada em vídeo, mostrando o comandante intervindo e pedindo uma decisão rápida da família.

    A confusão escalou a tal ponto que a polícia precisou ser chamada para retirar a família do voo. Depois da expulsão, os membros da família relataram que não receberam assistência adequada da Air France e tiveram que comprar passagens em outra companhia aérea, conseguindo embarcar apenas no dia seguinte, uma quinta-feira.

    A família afirmou que sofreu um prejuízo estimado em R$ 100 mil e anunciou que pretende processar a Air France por conta do ocorrido. Em resposta à situação, a companhia aérea descreveu a família como “quatro passageiros indisciplinados”. A Air France acrescentou que o comportamento deles causou atraso na partida e gerou insatisfação entre outros passageiros, além de potencialmente comprometer a segurança do voo.

    A nota da Air France esclareceu que, devido à inoperância de um assento na classe executiva, o upgrade que a família tinha adquirido não pôde ser honrado. A empresa explicou que ofereceu assentos na classe Econômica Premium, conforme as passagens originalmente compradas. No entanto, a família optou por manter três assentos na classe executiva, o que levou ao desentendimento. A companhia relatou que, apesar das tentativas do comandante de acalmar os passageiros e explicar a situação, o comportamento inapropriado continuou.

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