Uma mãe e seus três filhos foram acusados de assassinato e ocultação de cadáver de Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 42 anos. O crime ocorreu em agosto de 2024, na casa do pai da vítima, localizada no bairro Candelária, em Belo Horizonte. A Justiça de Minas Gerais decidiu que o caso irá a júri popular, conforme a determinação do juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do 2º Tribunal do Júri Sumariante.

    De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, o crime teria sido planejado após Magna descobrir que a madrasta, de 54 anos, havia contraído um empréstimo de R$ 40 mil em nome de seu pai, de 74 anos, que sofre de demência. A família também havia perdido R$ 9 mil em um jogo de azar conhecido como “jogo do tigrinho”. A proposta do crime, segundo a denúncia, era que a mãe e os filhos se apropriassem do patrimônio do idoso.

    Segundo investigações da Polícia Civil, Magna foi atraída para a casa de seu pai por um dos familiares com a justificativa de resolver questões financeiras. No entanto, esse convite era parte de uma armadilha elaborada pela madrasta para assassinar Magna. Durante uma discussão intensa, o filho mais velho desferiu várias facadas no pescoço e nas costas da vítima. Após o crime, o corpo foi colocado em uma cisterna nos fundos da casa, que foi selada com argamassa.

    A polícia conseguiu provas que indicavam o desaparecimento de Magna. A última localização do celular da vítima apontou que ela havia utilizado um serviço de motorista de aplicativo para chegar à casa do pai. Após isso, o celular foi desligado. Câmaras de segurança da região mostraram Magna entrando no imóvel e não saindo mais.

    Dois dias após o sumiço de Magna, a família, que está sendo acusada, organizou um churrasco na residência, o que chamou a atenção dos vizinhos. O delegado responsável pela investigação, Alexandre da Fonseca, destacou que a festa causou estranhamento, já que a família estava celebrando enquanto a vítima permanecia desaparecida. A churrasqueira estava posicionada próxima à cisterna, trazendo mais suspeitas aos moradores da vizinhança.

    No julgamento, os acusados, mãe e filhos, enfrentarão as graves acusações de homicídio qualificado, que incluem motivos torpes, meio cruel e necessidade de dificultar a defesa da vítima. Além disso, todos respondem pelo crime de ocultação de cadáver. A prisão preventiva da mãe e do filho mais velho foi mantida, enquanto as outras duas filhas foram liberadas, mas devem cumprir medidas cautelares.

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