Os fãs de tênis enfrentaram longas esperas para entrar em Melbourne Park no primeiro dia do Australian Open. Com mais de 73 mil pessoas presentes, os atrasos na entrada foram significativos, impactando a experiência dos torcedores.

    No domingo, as filas começaram a se formar no início da manhã e se estenderam até a tarde. Alguns torcedores relataram ter aguardado mais de uma hora para conseguir acesso ao evento. O acesso pelo Grand Slam Oval foi o mais afetado, com filas que contornavam os cantos. O mesmo ocorreu na entrada do Garden Square, onde a aglomeração também foi notável antes do início das partidas.

    A presença de público chegou a 73.235 pessoas, um recorde para as sessões diurnas, superando a marca anterior de menos de 70 mil, estabelecida em 2019.

    Muitos dos que estavam no local mostraram-se desapontados devido à demora. Arron Hall, que veio de Sydney, comentou que a espera tinha ultrapassado uma hora por volta das 12h30. Ele mencionou que alguns torcedores próximos estavam pedindo reembolsos, pois perderam o início das partidas. Hall comparou a situação a Wimbledon, ressaltando que foi pior do que ele imaginava.

    Outro casal, que preferiu não se identificar, relatou que aguardou 45 minutos na fila da Olympic Boulevard. Eles expressaram insatisfação, afirmando que a situação não era aceitável, considerando o preço dos ingressos. Sugeriram que a Tennis Australia deveria realizar uma reunião de gestão de crise para lidar com o problema.

    Para lidar com a grande quantidade de pessoas, o diretor do torneio, Craig Tiley, havia anunciado em uma coletiva de imprensa antes do evento que a venda de passes diurnos foi suspensa para aquele dia. Essa medida visou controlar melhor a entrada dos fãs e gerenciar o grande fluxo de público.

    Tennis Australia está ciente dos desafios enfrentados e está empenhada em aprimorar os processos de entrada, visando melhorar a experiência dos torcedores ao longo da competição.

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