Gabriela Loran fala sobre cirurgia de redesignação sexual em entrevista a Ana Maria Braga
Gabriela Loran, atriz que interpreta Viviane na novela “Três Graças”, compartilhou detalhes de sua experiência pessoal em uma entrevista no programa “Mais Você”, apresentado por Ana Maria Braga. Durante a conversa, ela abordou a significativa transformação que passou ao realizar a cirurgia de redesignação sexual.
A atriz revelou que a descoberta de sua identidade foi um processo que envolveu não apenas a si mesma, mas também sua família. “Assim como era uma coisa nova pra mim, era uma coisa nova pra eles [familiares]. Então, o que eu mais tive foi paciência, porque eu também estava entendendo”, explicou Gabriela, destacando que esse período foi de aprendizado para todos.
Gabriela utilizou uma analogia poética para descrever sua jornada. “Eu não digo que transicionei ou que me transformei. Eu digo que eu desabrochei”, ressaltou, referindo-se à cirurgia, conhecida como vaginoplastia. Para tomar essa decisão, a atriz buscou referências e se inspirou na ex-participante do Big Brother Brasil, Ariadna Arantes, que também passou pela cirurgia na Tailândia. “Pesquisei muito sobre ela e, naquele momento, decidi que queria fazer com aquele médico”, contou.
A cirurgia, que custou aproximadamente R$ 115 mil, foi realizada em um centro médico com reconhecimento internacional. “Esse preço engloba tudo: passagem aérea, estadia… Fiquei 27 dias na Tailândia, me recuperando, com três enfermeiras comigo o tempo inteiro, aprendendo todos os processos”, detalhou a atriz.
Apesar do significado da cirurgia em sua vida, Gabriela deixou claro que essa decisão não deve ser vista como um requisito para validar a identidade de ninguém. “Até porque tem pessoas trans que não querem fazer e está tudo bem. Cirurgia nenhuma valida nada de ninguém”, afirmou com firmeza.
A conversa ainda abordou um tema sensível e preocupante: a violência enfrentada pela comunidade trans no país. “É o país que mais mata pessoas trans no mundo inteiro. A gente sabe disso, então é muito doloroso”, lamentou. Ao compartilhar sua experiência em um programa de grande audiência, Gabriela se posiciona como uma voz acolhedora e de resistência, mostrando que o ato de viver plenamente a sua identidade é uma demonstração de coragem.
