Uma fonte dos serviços de segurança do Irã informou nesta quarta-feira que o país está em diálogo constante com várias nações, incluindo Rússia e China, para discutir a situação interna. Essa comunicação, segundo a fonte, é parte da estratégia da diplomacia iraniana, que mantém contatos regulares para informar outros países sobre os acontecimentos no Irã.

    A situação política no Irã, conforme relatado, apresenta sinais de estabilização. A sociedade se mostrou unida diante dos recentes protestos, que começaram no final de dezembro de 2025. Esse movimento foi motivado pela preocupação com a inflação e a desvalorização do rial, a moeda local. Desde 8 de janeiro, após apelos de figuras influentes como Pahlavi, as manifestações aumentaram em intensidade.

    As mobilizações em diversas cidades resultaram em confrontos com as forças de segurança. Apesar da situação tensa, as autoridades do país afirmaram em 12 de janeiro que estão conseguindo controlar os distúrbios. Segundo a fonte de segurança citada, mais de 500 pessoas morreram durante os protestos, incluindo tanto manifestantes quanto membros das forças de segurança, como policiais e integrantes do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica.

    No cenário internacional, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre as tensões no Irã e a possível resposta americana. Essas discussões ocorreram na segunda-feira, e uma nova ligação estava programada para quarta-feira. Fontes informaram que uma ação militar dos EUA contra o Irã pode ser considerada e que detalhes sobre os planos ainda estão sendo definidos.

    Enquanto isso, os Estados Unidos iniciaram a retirada parcial de pessoal militar de suas bases no Oriente Médio, em meio ao aumento das tensões com o Irã. Uma autoridade israelense comentou que a administração americana, sob a liderança de Donald Trump, parece já ter decidido pela intervenção, mas os detalhes sobre a operação ainda não foram claramente divulgados.

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