A hanseníase é uma doença que representa um desafio significativo para a saúde pública. Para aumentar a conscientização e combater essa enfermidade, foi estabelecido o mês de janeiro como “janeiro roxo”. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está incentivando a população a se informar sobre a hanseníase e buscar assistência médica ao notar qualquer sintoma.
A doença é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e afeta a pele e os nervos periféricos. Os principais sintomas incluem manchas na pele que podem ser claras, amarronzadas ou avermelhadas, e que não apresentam sensibilidade. Além disso, as pessoas podem sentir formigamentos e dores nos braços e pernas, fraqueza nas mãos e pés, caroços e nervos engrossados e doloridos. É importante destacar que alguns pacientes podem não apresentar estes sintomas, mas podem sentir dores nas articulações, o que pode dificultar a movimentação e causar perda de pelos em partes do corpo, como sobrancelhas e cílios.
A boa notícia é que a hanseníase tem cura. O tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, ao ser iniciado, já interrompe a transmissão da doença. A duração do tratamento pode variar de seis meses a um ano, dependendo do estágio da enfermidade. É importante que os indivíduos busquem atendimento assim que perceberem os sintomas, para minimizar sequelas a longo prazo.
Recentemente, houve uma leve flutuação nos números de casos novos de hanseníase. Em 2023, foram registrados 447 casos, enquanto em 2024 o total foi de 465. Em 2025, esse número caiu para 428. Esses dados indicam uma tendência de variação, mas ressaltam a importância da vigilância contínua.
Para intensificar as ações de combate à hanseníase, a Sesa colabora com os municípios para garantir diagnósticos rápidos, essenciais para evitar que a doença avance e cause incapacidades físicas. Os profissionais de saúde são treinados para realizar avaliações clínicas e, uma vez confirmado o diagnóstico, investigam contatos que possam ter sido expostos à doença. Essa estratégia é fundamental para prevenir novos casos.
A Sesa também busca capacitar os profissionais da saúde, pois a hanseníase pode ser confundida com outras doenças, tanto dermatológicas quanto autoimunes. Para aprofundar esse conhecimento, um seminário sobre o tema acontecerá no próximo dia 23, no Hotel Sheraton, em Vitória, com a expectativa de reunir cerca de 200 profissionais da saúde de todos os 78 municípios.
O seminário terá a presença de enfermeiros, médicos, agentes comunitários, fisioterapeutas, assistentes sociais, entre outros. Durante o evento, serão apresentados temas como diagnóstico clínico, prevenção de incapacidades e novas tecnologias para o diagnóstico da hanseníase. Este encontro visa fortalecer a troca de informações e aprimorar as ações para uma identificação mais precisa da doença.
A programação do seminário inclui palestras e debates que cobrirão os mais variados aspectos do diagnóstico e tratamento da hanseníase, apontando caminhos para uma abordagem mais efetiva da enfermidade.
A participação de profissionais de saúde nesse seminário é crucial para garantir um diagnóstico rápido e eficaz, essencial para o tratamento e a cura da hanseníase. A semente do conhecimento é um dos principais aliados no combate a essa doença.
