O Ministério da Justiça entrou com uma ação contra a Netflix pela classificação indicativa do filme Elize: Sombras de uma Mulher, que conta a história de Elize Matsunaga. O longa, estrelado por Lorena Comparato, foi inicialmente lançado como “não recomendado para menores de 16 anos” e depois teve a classificação estendida para 18 anos.
Em justificativa, o Ministério da Justiça, responsável pela classificação indicativa, alegou presença de conteúdo sexual, linguagem imprópria e violência extrema no filme. A produção, assinada por Raphael Montes e dirigida por Vellas, narra a trajetória da criminosa que, em 2016, foi condenada por matar e esquartejar o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, em 2012.
Bastidores da produção
Lorena Comparato, que protagoniza o filme, revelou que optou por não se encontrar com pessoas envolvidas no caso, inclusive a própria Elize Matsunaga. A atriz contou que recorreu a diversos métodos, como terapia e rituais, para separar a mulher da personagem e preservar sua saúde mental.
“Tomava muitos banhos, rezava muito. Sou uma pessoa da fé. Pedia para a água me limpar daquela energia. Depois de doze horas de trabalho, tentava jantar, conversar, fazer alguma coisa que tirasse minha cabeça daquele universo, mas acabava falando do que estava vivendo intensamente no set”, declarou a atriz, em entrevista ao site Heloísa Tolipan.
“Dizem que o corpo do artista não sabe o que é verdade e o que é mentira. Então, quando ele passa o dia inteiro vendo e reproduzindo violência, ele tensiona”, completou.
