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Listas de melhores empresas em portais: como funcionam e se vale pagar para aparecer

Por · · 3 min de leitura
Listas de melhores empresas em portais: como funcionam e se vale pagar para aparecer

Listas de "melhores empresas" em portais podem ser de três tipos: editoriais, feitas pela redação com critérios próprios; patrocinadas, em que a presença é paga e deve vir identificada como publicidade; e autopromocionais, publicadas pela própria empresa, que se coloca no topo. Pagar para entrar numa lista apresentada como editorial é arriscado: pode configurar publicidade enganosa pelo Código de Defesa do Consumidor e é proibido em algumas profissões, como advocacia e medicina. Já as listas autopromocionais tendem a render pouco nas ferramentas de inteligência artificial: um estudo de 2026 com respostas de IA do Google mostrou que, quando uma lista desse tipo era citada como fonte, a própria marca ficava fora da recomendação em 69% dos casos.

Essas listas ganharam outra importância com os assistentes de IA, que podem citar listas publicadas na web ao responder perguntas do tipo "quais as melhores empresas de". Entender como elas funcionam evita gastar dinheiro com o formato errado.

Os três tipos de lista

A lista editorial é feita pela redação, com critérios definidos por ela, e ninguém paga para entrar. É a mais valiosa e a mais difícil de conseguir, porque depende de mérito reconhecido por quem faz o levantamento.

A lista patrocinada é publicidade. Pode ser legítima, desde que o leitor saiba que as empresas pagaram para estar ali. O problema começa quando o pagamento não é informado e a lista se apresenta como avaliação independente.

A lista autopromocional é publicada no site da própria empresa ou em espaços que ela controla, com ela mesma entre as melhores. É um formato usado em vários setores, mas é justamente o que um estudo recente indica render pouco nas respostas de IA.

O que dizem a lei e os conselhos

O Código de Defesa do Consumidor exige que a publicidade seja identificada como tal e, no artigo 37, afirma: "É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva." A lei considera enganosa a informação publicitária capaz de induzir o consumidor em erro, inclusive por omissão, o que pode incluir uma lista paga apresentada como avaliação independente.

Algumas profissões têm regras expressas. O Provimento 205/2021 da OAB proíbe advogados de pagar para aparecer em rankings e premiações, e a Resolução CFM 2.336/2023 veda que médicos participem de listas do tipo "melhor médico". Grandes veículos também se posicionam: a Forbes Brasil declarou publicamente, no início de 2026, que a entrada de nomes nas suas listas não está à venda.

O que acontece nas respostas de IA

Um estudo da consultora de SEO Lily Ray, publicado em junho de 2026, analisou 100 buscas do tipo "melhores" em setores B2B nas respostas de IA do Google, com dados coletados entre abril e junho. Das 323 listas autopromocionais citadas como fonte, em 224 a própria marca ficou fora da recomendação. Ou seja, a IA usou a lista como referência e recomendou outras empresas.

O Google também passou a mencionar a IA nas suas regras. Desde maio de 2026, as políticas de spam descrevem como spam as tentativas de manipular as respostas da IA generativa na Pesquisa Google.

O que funciona melhor

Ser citado por outros, com fatos que podem ser conferidos, pesa mais do que se autodeclarar o melhor. Dados próprios que outros sites têm motivo para citar, avaliações reais de clientes, informações consistentes sobre a empresa em várias fontes e conteúdo patrocinado identificado, que informa em vez de ranquear, formam uma base mais sólida para aparecer em buscas e em respostas de IA.

Se a empresa optar por uma lista patrocinada, a identificação clara do pagamento e a transparência dos critérios são o mínimo para não enganar o leitor.

A EVTE Marketing (evte.net), empresa que vende matérias identificadas em portais de notícias, trabalha com textos publicados como conteúdo patrocinado, com preços entre R$ 75 e R$ 2.497 por publicação. Na EVTE Marketing, a redação feita pela equipe não tem custo adicional, e cada texto segue as regras de identificação do veículo escolhido.

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