Produção de Mel no Sertão de Alagoas Se Moderniza e Busca Qualidade
PIRANHAS (AL) — A apicultura no Sertão de Alagoas está passando por um processo de modernização. Os produtores da região, organizados pela Cooperativa de Produção e Comercialização da Agricultura Familiar e Apicultura (COOPEAPIS), que fica no Distrito de Piau, em Piranhas, estão investindo em técnicas que melhoram a qualidade do mel. O objetivo é valorizar o mel da caatinga e torná-lo um produto diferenciado no mercado.
Os apicultores buscam atender a padrões de qualidade, através de práticas que garantem a rastreabilidade do produto. Isso significa que cada lote de mel pode ser rastreado até sua origem, um aspecto importante para conquistar mercados exigentes. Além disso, a cooperativa conta com o apoio de instituições como o Sebrae Alagoas, que contribui com orientações sobre as normas sanitárias e boas práticas de produção.
O foco está na profissionalização da coleta de mel, utilizando métodos que preservam o sabor e os nutrientes das flores nativas, além de evitar o superaquecimento, que pode comprometer a qualidade do mel. A intenção é posicionar o mel alagoano como um item gourmet não só no Brasil, mas também internacionalmente.
Apoio Estrutural e Capacitação
A apicultura no Sertão de Alagoas é apoiada por infraestruturas importantes, como a Casa do Mel do Centro Xingó. Essa iniciativa, ligada à Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SEAGRI), oferece capacitações e suporte técnico aos produtores, com o objetivo de aprimorar a cadeia produtiva.
Alguns dos focos dessas capacitações incluem:
- Rastreabilidade de Lote: Sistema que permite rastrear a origem de cada produção.
- Boas Práticas de Fabricação (BPF): Normas rígidas de higiene e segurança alimentares no processamento do mel.
- Preservação da Caatinga: Manejo responsável que garante a conservação da vegetação nativa, essencial para a sustentabilidade da cultura.
Aspectos Econômicos e Logística
Além da produção, a apicultura também precisa se atentar à parte econômica. O controle dos custos logísticos e incentivos fiscais são fundamentais para a viabilidade do negócio. Recentemente, novas diretrizes que isentam o IPVA em 2026 podem ajudar na gestão dos custos operacionais para os produtores, dependendo do tipo de veículos que utilizam para a atividade rural.
Atualmente, a COOPEAPIS está focando na formalização de contratos com empórios e mercados especializados dentro do Brasil, enquanto se prepara para possíveis exportações de mel. A meta é elevar o reconhecimento do mel do Sertão como um símbolo de qualidade e sustentabilidade de Alagoas, fortalecendo a identidade do produto e seu valor no mercado.
