A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) assinaram, nessa terça-feira, um Protocolo de Intenções. O objetivo é desenvolver atividades e projetos que ajudem a enfrentar os desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.
O acordo abrange pesquisas, capacitação de profissionais e gestão da informação, com foco em melhorias na saúde pública. A parceria terá duração de cinco anos, podendo ser renovada por mais cinco.
Fábio Baccheretti, secretário de Saúde de Minas Gerais, destacou que esse é um passo importante na colaboração entre a SES-MG e a UFMG. A reitora da UFMG, Sandra Goulart, também ressaltou a importância do fortalecimento dessa parceria.
Um exemplo de sucesso dessa colaboração são as teleconsultorias do projeto TeleMaisSaúde, que começaram em 2024 e estão em expansão. Essas consultas têm se mostrado eficientes, com uma taxa de 83% de resolução, ou seja, oito em cada dez atendimentos não exigem exames ou encaminhamentos adicionais. Isso resulta em economias para o SUS e reduz a pressão sobre a Atenção Primária.
Entre as realizações mais notáveis dessa parceria estão a criação da vacina Calixcoca, que visa tratar a dependência de cocaína e crack, e a retomada dos transplantes de pulmão em Minas, que haviam sido suspensos por 11 anos.
A UFMG, sendo a instituição com mais vagas na área da saúde no país, amplia sua atuação por meio dessa colaboração. A reitora enfatizou a potencialização das ações realizadas em saúde, como formação e pesquisa, favorecidas pela aliança com o estado.
Baccheretti também comentou sobre as melhorias que essa parceria trará, como a implementação de eletrocardiogramas em unidades móveis de saúde.
Desde 2021, a SES-MG e a Escola de Enfermagem da UFMG têm trabalhado juntas para aumentar a cobertura vacinal no estado, através do Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação (OPESV). Esse projeto inclui oficinas com municípios para desenvolver planos de ação e monitorar os índices vacinais ao longo da vida.
Atualmente, o OPESV é financiado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e, de 2021 a 2025, realizou oficinas que envolveram mais de 3,9 mil participantes. Outras iniciativas importantes incluem o fortalecimento dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e a avaliação da Rede de Frio Estadual, que garante a conservação adequada de vacinas.
