A Nebulosa do Anel, uma estrutura de gás e poeira resultante de uma estrela moribunda, foi identificada em 1779 e continua a fascinar os cientistas. Recentemente, um grupo de pesquisadores publicou um estudo em uma revista científica, revelando a presença de uma extensa nuvem de átomos de ferro com formato de barra, que se estende por cerca de 6 trilhões de quilômetros na nebulosa.

    Esses átomos de ferro podem ser restos de um planeta rochoso que foi destruído quando a estrela expeliu suas camadas externas. Porém, essa hipótese ainda é preliminar e requer mais investigação. Os cientistas utilizaram um instrumento novo chamado Weave, instalado no telescópio William Herschel, localizado na ilha de La Palma, uma das Ilhas Canárias, na Espanha.

    Roger Wesson, um dos astrônomos envolvidos na pesquisa, destacou a importância de observar objetos familiares com novas tecnologias, já que isso pode trazer novas surpresas. Embora a Nebulosa do Anel seja conhecida e fácil de localizar com binóculos ou pequenos telescópios, a descoberta da barra de ferro deixou os cientistas intrigados.

    Formalmente conhecida como Messier 57, a Nebulosa do Anel está situada a cerca de 2.600 anos-luz da Terra na constelação de Lira e acredita-se que tenha se formado aproximadamente há 4.000 anos. É um objeto comum em livros de astronomia e até estudantes iniciantes a conhecem.

    A presença de uma barra de ferro, que não parece conter outros elementos químicos, levanta questões. A coautora do estudo, Janet Drew, afirmou que a origem do ferro pode estar ligada à destruição de um planeta, mas não há uma explicação clara de como isso ocorreu.

    A nebulosa se formou quando uma estrela com cerca do dobro da massa do Sol esgotou seu combustível nuclear. Com isso, a estrela se transformou em uma gigante vermelha e, posteriormente, expeliu suas camadas externas, resultando em um remanescente estelar conhecido como anã branca, semelhante em tamanho ao nosso planeta.

    Embora visualmente a nebulosa se pareça com um anel visto da Terra, na verdade, ela tem a forma de um cilindro que está sendo observado de ponta. Existem cerca de 3.000 nebulosas conhecidas em nossa galáxia, e estudá-las é fundamental para entender o ciclo de vida das estrelas, especialmente na liberação de elementos químicos que poderão formar novas estrelas e planetas.

    Os pesquisadores esperam coletar mais informações sobre essa barra de ferro para esclarecer sua origem e o que ela pode significar para nossa compreensão do cosmos.

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