Em meio a um aumento da violência durante os protestos no Irã, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, fez um apelo ao governo iraniano para que pare a repressão contra os cidadãos. Türk afirmou que “o ciclo de violência não pode continuar” e ressaltou a necessidade de ouvir as demandas da população por justiça, igualdade e equidade. Ele também pediu que o assassinato de manifestantes pacíficos termine e criticou a classificação de manifestantes como “terroristas”, considerando-a inaceitável.

    As manifestações no Irã começaram de maneira pacífica em 29 de dezembro, em resposta à crise econômica do país. Contudo, o governo afirma que os protestos foram manipulados por potências estrangeiras, como os Estados Unidos e Israel, transformando-se em episódios violentos que resultaram em mortes e destruição em várias localidades.

    Recentemente, o governo dos Estados Unidos anunciou a imposição de uma tarifa de 25% sobre todos os países que realizam comércio com o Irã. A medida é uma continuação das tensões entre as duas nações, que incluem as repetidas ameaças do ex-presidente Donald Trump de ataques ao território iraniano.

    Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu elogiou a coragem dos cidadãos iranianos. Apos a declaração, o exército israelense comentou que está preparado para responder, se necessário, a quaisquer desenvolvimentos decorrentes dos protestos.

    Diante da escalada da situação, o Catar manifestou sua intenção de mediar as tensões entre os Estados Unidos e o Irã. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, enfatizou a importância da diplomacia para resolver crises regionais e afirmou que o país está trabalhando para desescalar a situação.

    Sobre a imposição das tarifas pelos Estados Unidos, a China se opôs a qualquer tipo de interferência externa nos assuntos internos do Irã. O secretário do Conselho de Segurança da Rússia criticou a intervenção, chamando-a de “tentativa de forças estrangeiras de interferir” nos problemas do país. O governo turco também se juntou aos críticos, alegando que os protestos estão sendo manipulados por adversários do Irã no exterior.

    Na Europa, a União Europeia manifestou a disposição de impor novas sanções contra o Irã. Autoridades alemãs afirmaram que o regime iraniano está se aproximando do fim por ter perdido a legitimidade popular. Já a Espanha expressou repulsa pela repressão aos manifestantes, pedindo respeito à liberdade de expressão.

    Na Finlândia, a ministra das Relações Exteriores anunciou que convocará o embaixador iraniano para discutir a situação. Ela criticou a interrupção da internet no Irã, afirmando que isso permite a opressão sem vigilância. O Governo Finlandês, junto com a UE, busca formas de restaurar a liberdade no país.

    Enquanto isso, o governo japonês pediu que a violência cesse imediatamente e expressou a esperança de uma rápida resolução do conflito. Na Austrália, a ministra das Relações Exteriores pediu aos cidadãos que deixem o Irã imediatamente, solidarizando-se com o povo iraniano em sua luta contra a repressão do regime.

    A situação no Irã e as reações internacionais evidenciam um momento de grande tensão e complexidade, envolvendo tanto questões internas quanto influências e interesses externos.

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