A TikTok lançou uma nova proposta: o app PineDrama. Disponível nos Estados Unidos e no Brasil, ele é voltado para microdramas, ou seja, séries fictícias curtas, com episódios de um minuto. Em vez de danças e memes, ao deslizar você mergulha em uma nova história.
Os gêneros são diversos, como romance, suspense e dramas familiares. A ideia é oferecer algo que prenda a atenção, mas sem a necessidade de assistir episódios longos. Assim, as pessoas podem ver episódios rápidos, perfeitos para quem tem uma rotina lotada.
Por enquanto, o PineDrama é gratuito e não tem anúncios, tanto no iOS quanto no Android. Isso pode mudar futuramente, conforme a empresa descobrir como monetizar o aplicativo.
Ao abrir o PineDrama, você encontra uma aba chamada “Descubra”, onde pode ver os dramas em alta ou receber recomendações personalizadas. Séries como “Amor à Primeira Mordida” e “O Oficial se Apaixonou por Mim” são exemplos do estilo: intensas e emocionantes, com ganchos que fazem você querer ver “só mais um episódio”.
O aplicativo também tem recursos como Histórico de Exibição, para você acompanhar o que já assistiu, salvar seus favoritos e comentar com outros usuários. É fácil de usar, e a tela cheia elimina distrações, focando apenas na história.
A aposta da TikTok em microdramaturgia não é uma surpresa. No ano passado, eles introduziram uma seção chamada “TikTok Minis”, com conteúdos dramáticos curtos. O PineDrama é um passo além, criando um espaço exclusivo para essas histórias.
E não é só a TikTok que percebeu essa demanda. Outras plataformas, como ReelShort e DramaBox, mostraram que o público está em busca de narrativas muito curtas, principalmente em gêneros como romance e suspense.
O setor de microdramas pode gerar até 26 bilhões de dólares até 2030. Isso explica o interesse das grandes plataformas nesse formato.
Por outro lado, já vimos tentativas de contar histórias curtas que não deram certo. Em 2020, a Quibi, com um investimento de 1,75 bilhão de dólares, lançou episódios de até 10 minutos, mas fechou suas portas em seis meses.
O diferencial é que a Quibi tentou adaptar a TV tradicional para um formato menor, enquanto as plataformas de microdramas criam narrativas feitas especialmente para a curta duração. Elas focam em enredos envolventes, que prendem a atenção logo nos primeiros segundos, com ganchos constantes.
A TikTok já entende essa dinâmica de engajamento como poucos. O PineDrama parece aplicar a experiência da plataforma em vídeos sociais para contar histórias de forma atraente.
O sucesso do PineDrama pode mudar a forma como as pessoas assistem conteúdos fictícios. Em vez de se comprometer com temporadas longas, o público pode optar pelos dramas curtos, que podem ser consumidos rapidamente, seja no ônibus, entre reuniões ou antes de dormir.
Isso também pode levar a uma nova maneira de pensar sobre orçamentos e a distribuição de conteúdos. Ao invés de apresentar séries para grandes plataformas como a Netflix, os criadores podem começar a desenvolver histórias especificamente para esse formatinho de um minuto voltado para dispositivos móveis.
Para a TikTok, isso vai além de mais um aplicativo. É uma aposta no entretenimento roteirizado, não apenas em conteúdos gerados por usuários. Assim, a empresa se coloca em concorrência com plataformas de streaming, e não só com redes sociais.
O PineDrama é a prova de que a TikTok não quer apenas dominar o vídeo curto; eles desejam também um espaço na narrativa curta. Com a criação desse aplicativo dedicado, a empresa acredita que as pessoas estão em busca de histórias emocionantes, rápidas e cativantes, sem a necessidade de compromissos de produções longas.
Se funcionar, o PineDrama pode mudar completamente a forma como entendemos o que significa “assistir a uma série” na era do celular, com episódios de um minuto, ganchos a todo instante e histórias que foram feitas para serem consumidas enquanto você navega.
