Na manhã desta segunda-feira (1º), a Polícia Militar de Sergipe deu início ao Curso de Intolerância Religiosa e Atuação Policial. A iniciativa visa capacitar os policiais militares para que possam lidar com situações relacionadas à discriminação, exclusão ou desrespeito por crenças religiosas de forma respeitosa e imparcial.

    Durante a programação de abertura, o promotor Julival Pires, que é o diretor de Promoção de Igualdade Racial do Ministério Público de Sergipe, foi convidado a ministrar uma palestra sobre “Intolerância Religiosa e seus Marcos Legais”. Na sua fala, ele destacou a existência de diversas instituições, como a OAB e a Defensoria Pública, que têm se dedicado a abordar essa questão. O promotor enfatizou a evolução da sociedade em busca de direitos garantidos por leis que asseguram a liberdade religiosa. Ele ressaltou a importância da atualização dos temas relacionados à intolerância e racismo religioso, afirmando que a Polícia Militar está atenta a essa necessidade.

    A professora Leila Lima, especialista no assunto, também participou da capacitação, apresentando os principais conceitos relacionados à intolerância religiosa e racismo. Ela abordou os aspectos sociológicos que envolvem as religiões de matriz africana, explicando como a colonização contribuiu para a invisibilidade e o desconhecimento sobre essas crenças. Segundo a professora, é fundamental que os policiais compreendam o impacto social dessas questões para realizar um atendimento mais adequado e respeitoso durante suas abordagens.

    O tenente Elves de Lima, do 10º Batalhão de Polícia Militar, que atua no município de Tobias Barreto, destacou a importância do respeito à liberdade de crença. Ele afirmou que todas as pessoas devem ter o direito de praticar sua fé ou mesmo escolher não seguir nenhuma religião, sem sofrer discriminação. O oficial acredita que esse respeito é essencial para promover a paz social e a convivência harmoniosa entre diferentes culturas.

    O tenente também abordou a atuação da Polícia Militar em ocorrências que envolvem ofensas aos direitos religiosos, especialmente de grupos afrodescendentes. Ele mencionou a necessidade de um olhar mais atento para essas situações, levando em conta tanto os direitos à liberdade religiosa quanto o direito ao sossego alheio, conforme previsto na Lei de Contravenções Penais. O tenente Elves finalizou afirmando que os conhecimentos adquiridos durante o curso serão compartilhados entre os demais policiais, garantindo que todos possam aplicar o aprendizado no seu cotidiano.

    Essa capacitação busca fomentar o diálogo e a conscientização sobre racismo e intolerância religiosa, ajudando a Polícia Militar em sua função de promover e garantir a dignidade de todos os cidadãos. Para mais informações sobre eventos relacionados a essa temática, acesse eventos.

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    Editorial Portal Universo Neo

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